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História publicada na Folha de São Paulo- 15/11/09
Dr. Nestor visita o Senado Federal- 11/11/09
Dr. Nestor com a Ana Maria Braga na TV Globo- 04/11/09
Resultados Preliminares do Projeto ANGIOMOVEL- 20/05/09
UNIMED de POA tenta desqualificar Embolização Uterina- 17/03/09
Sociedade Americana Homenageia o Dr. Nestor Kisilevzky- 09/03/09
Iniciado o programa de assistência social ANGIOMÓVEL- 17/10/08
Sociedade Americana de Ginecologia reconhece impoirtância da embolização- 10/09/08
Grande Sucesso do Embolution 2008 - 30/08/08
Embolution 2008 será no mês de Agosto - 25/06/08
Sucesso do programa Angiomóvel pelo Dia Internacional da Mulher - 07/03/08
Novo Consultório da Equipe WebMioma no Hospital Israelita Albert Einstein - 22/02/08
Impacto da Embolização na Qualidade de Vida da Mulher com Miomas.- 30/10/07
Embolution 2007 agita São Paulo- 06/10/07
Jornada Bom Viver no Prof. Edmundo Vasconcelos. - 22/03/07
Novidades do maior congresso de Radiologia Intervencionista - SIR 2007. - 07/03/07
Palestra Gratuita para a Comunidade. - 20/02/07
Sucesso do Curso de Capacitação - Embolution 2006. - 20/08/06
Novidades do maior congresso de Radiologia Intervencionista - SIR 2006. - 05/04/06
Leia artigo publicado na Folha de São Paulo e comentários do Dr. Néstor. -28/03/06
Dr. Nestor é convidado do Congresso Uruguaio de Ginecologia - 15/11/05
Curso de treinamento Médico EMBOLUTION 2005 em Campinas - 01/11/05
Veja matéria publicada no jornal Correio Popular de Campinas - 24/06/05
Simpósio Internacional agita Campinas em Junho
• Conferência e demonstração em Passo Fundo / RS - 23/05/05
• Conferência em Belém - 23/04/05
• Participação Internacional do Dr. Nestor Kisilevzky - 18/04/05
Gravidés é possível após embolização de miomas!! - 03/01/05
Saiu na imprensa americana!! - 05/12/04
Mulher poderosa do governo Americano passa por embolização uterina - 20/11/04
Reunião com Ginecologistas em Piracicaba - 19/11/04
Sucesso do Dr. Nestor na Inda - 12/11/04
Palestra para Médicos de Piracidaba - 15/10/04
Leia materia publicada no jornal THE WALL STREET JOURNAL - 13/10/04
Atualização Bibliográfica - Novos trabalhos publicados - 12/10/03
Palestras em Nova Delhi - India - 10/10/04
Participação no Congresso Europeio em Barcelona - 01/10/04
WebMioma - agora também em Campinas - 10/07/04
Demonstrações ao vivo em Buenos Aires - 24/04/04
Presença Brasileira no Maior Congresso Mundial - 04/04/04
Palestras para a comunidade - 20/01/04
Atualização Bibliográfica - Novos trabalhos publicados - 10/11/03
Saiu na Folha de São Paulo. - 24/08/2003
Saiu na revista Isto É. - 10/09/2003
Saiu na Tribuna de Santos. - 30/08/2003
Simpósio Internacional é destaque em São Paulo. - 28/08/2003
Entrevista com o Dr. Jean-Pierre Pelage. - 28/08/2003
Atualização Bibliográfica. - 30/09/2003
Simpósio Internacional sobre Mioma de Útero. - 05/08/2003
Chega ao Brasil o novo material para embolização uterina. - 17/05/2003
Visita à Universidade de British Columbia em Vancouver – Canadá - 12/04/2003
Congresso Internacional de Radiologia Intervencionista - 14/04/2003
Visita a Universidade - 01/03/2003
Congresso Americano - 27/03/2003
Diário do Pará - 30/01/2003
Publicação: Journal of Vascular and Interventional Radiology - 10/01/2003
Congresso da Society of Interventional Radiology - 20/12/2002
Comunicado SIR - 14/12/2002
Workshop sobre Embolização - 10/12/2002
V Encontro Anual da SOBRICE - 30/11/2002




 

15/11/09 - História publicada na Folha de São Paulo.

Ela quase perdeu o útero
Cristiane Faccioli, 31, ia ao hospital todo mês por causa das cólicas geradas por três miomas; após quase perder o útero, passou por um tratamento menos invasivo e conseguiu ser mãe

Caio Guatelli/Folha Imagem

Cristiane Faccioli com a filha, Maria Laura

FLÁVIA MANTOVANI
EDITORA-ASSISTENTE DO EQUILÍBRIO

Durante toda a adolescência e o início da vida adulta, Cristiane Faccioli, 31, ficava ao menos quatro dias no mês "fechada para balanço". O fluxo menstrual era tão intenso que ela usava dois absorventes e os trocava a cada meia hora. Tinha tanta cólica que perdia o movimento das pernas.
Invariavelmente, ia parar no hospital para tomar remédio na veia -os comprimidos tradicionais eram como "água com açúcar", conta.
Nesse período, não conseguia fazer nada: quando adolescente, pedia para a mãe buscá-la onde estivesse e faltava às aulas. Mais tarde, começou a trabalhar como advogada e precisava cancelar reuniões e audiências. "O problema complicava minha vida profissional absurdamente. No primeiro dia de menstruação eu já desmarcava reuniões. Tinha que pedir a um colega que fosse às audiências no meu lugar", diz.
Como se sentia assim desde que começou a menstruar, achava aquilo natural. Os médicos diziam que o que ela tinha era algo normal da adolescência e passaria.
Mas foi só piorando e, na época da faculdade, o problema agravava-se com o estresse. Até que, aos 26 anos, Cristiane teve uma hemorragia que durou três meses. Foi seu período mais crítico. "Resolvi dar um basta. Não dava para viver daquele jeito", afirma.
Mudou de ginecologista e a nova médica lhe receitou um remédio anti-hemorrágico. Era para tomá-lo por poucos dias, mas ela o usou continuamente por mais três meses, porque sempre que parava de tomar o sangramento voltava.
Foi quando a ginecologista pediu um ultrassom e detectou o que estava causando todos os problemas: ela tinha três miomas, tumores benignos que se formam no útero e, em alguns casos, podem provocar os sintomas que incomodavam Cristiane desde nova.
A advogada ficou assustada com o que ouviu da médica: teria que passar por uma histerectomia, ou seja, a retirada do útero. "Falei que não ia fazer aquilo. Eu tinha 24 anos, nem tinha casado, queria ter filhos."
Foi seu namorado na época, hoje seu marido, que leu numa revista informações sobre a embolização de miomas, técnica existente há cerca de dez anos que trata o problema de forma menos invasiva.
Cristiane buscou um especialista no procedimento e ouviu dele respostas tranquilizadoras. "Perguntei: "Não vou ter mais cólica? Nem hemorragia?" Ele respondeu que não. "Vou poder ter filhos?" Ele disse que sim. Nem acreditei."
O tratamento não deixa cicatrizes, exige anestesia local e só um dia de internação -para controlar a dor, frequente no pós-operatório. A eficácia é de 95% a 97%. A melhora foi imediata. "Nunca mais tive cólica ou sangramentos anormais. Vi o que é ter uma vida normal", diz Cristiane.
Um ano depois, os miomas estavam de tamanho insignificante. O médico disse que ela poderia demorar a engravidar, mas, com dois meses de tentativa, deu certo. Hoje, ela é mãe de Maria Laura, de três meses.
Até o sexto mês de gravidez, os miomas apareciam no ultrassom, com o bebê. O ginecologista queria retirá-los definitivamente no parto, aproveitando que teve que ser cesariana. "Eu estava na sala de parto com a minha filha e falava: "Não esquece os miomas'", conta ela, rindo. Mas ele não conseguiu encontrá-los: seu organismo já os havia absorvido.

Sintomas
Ao menos metade das mulheres com idade entre 30 e 45 anos apresenta miomas. A questão é que a maioria delas não tem nenhum sintoma. "Muitas vezes eles passam desapercebidos e só vão ser notados em exames de rotina", diz o radiologista intervencionista Nestor Kisilevzky, especialista na embolização de miomas.
Ele ressalta que o mioma é totalmente benigno -"ninguém morre por causa dele e ele não se transforma em câncer". Só devem ser tratadas -com qualquer técnica- as mulheres que têm sintomas.
"O mioma pode ter um impacto severo na qualidade de vida. Há pacientes que precisam usar até fraldas [para conter o sangramento]", diz.
Ele afirma que muita gente acaba perdendo o útero desnecessariamente porque alguns ginecologistas não orientam as pacientes de que é possível fazer a embolização. O procedimento não é coberto pelo SUS.
Em 2008, Kisilevzky fundou, com o hospital Albert Einstein, onde trabalha, um projeto que fazia embolizações gratuitas em quatro hospitais públicos. Foram tratadas 106 pacientes, mas hoje o projeto está suspenso para buscar uma ampliação. Já há uma lista de espera de 300 mulheres que querem se submeter ao procedimento.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/saude/sd1511200901.htm

Cristiane foi operada pela equipe WebMioma do Dr. Nestor Kisilevzky.








 


11/11/09 - Dr. Nestor Kisilevzky visita o Senado Federal em Brasília.

No dia 11 de novembro o Dr. Nestor esteve no Senado Federal a convite do Senador Gim Arguello (DF). Na oportunidade o Dr. Nestor explicou ao Senador as características do procedimento de embolização uterina e a sua importância para a saúde da mulher. O Senador se pontificou a trabalhar para inclusão do procedimento na Tabela do SUS e dessa forma fez um pronunciamento no plenário do Senado no dia 12 de novembro. O Senador enviou também um requerimento ao Senhor Ministro da Saúde solicitando a inclusão da embolização uterina na tabela do SUS.

 
 
 




 

04/11/09 - Ana Maria Braga entrevista o Dr. Nestor na Rede Globo.

No último dia 4 de novembro o Dr. Nestor Kisilevzky participou do programa Mais Você da Rede Globo com a apresentadora Ana Maria Braga. Na oportunidade foi discutida a importância da técnica de embolização para mulheres portadoras de miomas no útero.

 
 
 
 
 


Veja a entrevista completa:

Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=j8UNuaXcAZ4

Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=bCy4va_7kO8





 

20/05/09 - Resultados Preliminares do Projeto ANGIOMOVEL.

No dia 18 de Maio de 2009 o projeto ANGIOMÓVEL atingiu a marca de 106 pacientes tratadas com a técnica de embolização uterina. Embora os cálculos estatísticos estão em fase de elaboração e analise, alguns dados podem já ser apresentados.
Obteve-se 98% de sucesso técnico; o tempo médio de procedimento foi de 45 minutos com tempo de fluoroscopia de 22 minutos. Foram consumidos 2,5 vidros de micro-esferas por paciente e 150ml de contraste radiológico. 97% das pacientes permaneceram apenas 1 noite no hospital. Não houve nenhuma complicação maior decorrente do procedimento. No acompanhamento pós-operatório verificou-se que 80% manifestaram que se encontravam clinicamente melhor. O retorno para as atividades foi, em media, de 10 dias. 95% das pacientes se manifestaram satisfeitas ou muito satisfeitas e 97% recomendariam o procedimento para mulheres com miomas. Na comparação dos questionários para avaliação da qualidade de vida verificou-se que os escores, que antes do procedimento eram de 41 pontos (qualidade de vida muito ruim), se elevaram para 80 pontos (qualidade de vida similar a população normal sem miomas).
Dessa forma pode-se concluir preliminarmente que o projeto ANGIOMÓVEL é perfeitamente viável, tremendamente eficiente e absolutamente seguro.
O projeto ANGIOMÓVEL não somente leve bem estar, mas também esperança para uma parcela da população que não está habituada à aceder ao que existe de mais moderno na Medicina atual.













17/03/09 - UNIMED de Porto Alegre tenta desqualificar o procedimento de Embolização Uterina.


A UNIMED de Porto Alegravem tentando desqualificar a Embolização Uterina mediante a elaboração de um Parecer Técnico/Científico. Dr. Nestor Kisilevzky Responde o parecer!

PARECER TÉCNICO CIENTÍFICO

Elaborado por:
Andry Fiterman Costa e Paulo Dornelles Picon
Após reuniões com Grupo Compromisso e reunião de Consenso com Comitê de Especialistas em Ginecologia da Unimed-PoA
QUESTÃO
No tratamento dos pacientes com miomatose uterina em que situações a abordagem por embolização supera a abordagem tradicional?
PARECER
MIOMATOSE UTERINA
Leiomiomas uterinos são tumores benignos originados de células musculares lisas do útero contendo uma quantidade aumentada de matriz extracelular. São envoltos por uma fina pseudocápsula de tecido areolar e fibras musculares comprimidas. Miomas são costumeiramente descritos de acordo com sua localização:1
intramural: desenvolvem-se dentro da parede uterina. Podem ser grandes o suficiente a ponto de distorcer a cavidade uterina e a superfície serosa.
submucoso: derivam de células miometriais localizadas imediatamente abaixo do endométrio. Estes tumores freqüentemente crescem para a cavidade uterina.
subseroso: originam-se sob a superfície serosa do útero. Podem ter uma base ampla ou pedunculada e podem ser intraligamentares.
cervical: localizados na cérvice uterina.

Leiomiomas são uma causa comum de morbidade em mulheres em idade reprodutiva. Não têm sido descritos em meninas pré-puberais, embora já tenham sido descritos em adolescentes2. A maioria das mulheres sintomáticas apresenta-se na 4ª e 5ª décadas de vida.3 A incidência varia grandemente – de 5% a 80% –, de acordo com o método diagnóstico utilizado.
Alívio dos sintomas comumente ocorre no momento da menopausa, entretanto, a freqüente utilização de terapia de reposição hormonal na pós-menopausa tem levado a manutenção dos sintomas nesta situação clínica.2,3
TRATAMENTO TRADICIONAL
Alguns fatores devem ser inicialmente considerados ao se avaliar o tratamento de pacientes com miomatose:2,3
Tamanho do(s) mioma(s)
Localização do(s) mioma(s)
Sintomatologia
Idade da paciente
Plano de gestação

O momento da intervenção deve ser individualizado, baseados no desconforto gerado na paciente, seus planos obstétricos e a probabilidade de progressão/regressão da doença de acordo com a idade da paciente e necessidade de manipulação hormonal.2
Cirurgia é o tratamento de eleição para leiomiomas. Histerectomia é o tratamento definitivo; miomectomia por várias técnicas, miólise e embolização das artérias uterinas são procedimentos alternativos.2 Ressecção do mioma – miomectomia – é uma opção para mulheres que desejam engravidar ou que não aceitam a perda do útero.3-6 Contra-indicação para estes procedimentos é rara. Terapia farmacológica tem as vantagens de não submeter a paciente aos riscos cirúrgicos e permite a preservação do útero. Cirurgia continua como tratamento de primeira escolha pois a suspensão do tratamento clínico associa-se a rápida recorrência dos sintomas. A ablação endometrial pode ser utilizada no tratamento conservador.
EMBOLIZAÇÃO DA ARTÉRIA UTERINA
Esta técnica baseia-se na hipótese de que o controle do fluxo sangüíneo miometrial pode controlar as manifestações clínicas.4,7
Em pesquisa no Pubmed® utilizando-se o termo Uterine Artery Embolization (que é um termo MeSH, porém sem restringir a pesquisa a termos MeSH) encontramos 2 metanálises e 25 ensaios clínicos randomizados.
Das duas metanálises, uma delas8 não compara a eficácia/efetividade da embolização com outras técnicas de tratamento. A outra9, que incluiu dois ensaios clínicos randomizados10,11 e avaliou a embolização, quando comparada com histerectomia, demonstrou que aquela demorou menos tempo (-16 minutos), apresentou menor perda sangüínea (-405 ml), menor tempo de hospitalização (-3,3 dias) e mais rápida retomada das atividades diárias (-27 dias).9 Apresentou, entretanto, maior necessidade de atendimentos após a alta hospitalar (1,8 vezes mais) e maior necessidade de readmissões após 42 dias (6 vezes mais). Os motivos destas readmissões foram febre, dor, sepse e mioma nascens.11 Dados semelhantes foram encontrados quando o grupo de comparação foi miomectomia.
Dos 25 ensaios clínicos encontrados, a maioria não compara a eficácia/efetividade da embolização com outras técnicas de tratamento. Seis publicações são derivadas de um único ensaio clínico, o estuto EMMY.11-16
As duas primeira publicações encontradas10,11 como ensaios clínicos randomizados que compararam embolização com tratamento cirúrgico foram incluídas na metanálise9.
Outro ensaio clínico que comparou embolização com miomectomia encontrou, na publicação dos dados preliminares, resultados semelhantes ao da metanálise: menores tempo de internação e do procedimento e maiores taxas de re-in tervenção.17 Na publicação final,18 analizando taxa de fertilidade, encontrou maiores taxas de gravidez e parto e menores taxas de aborto com o procedimento cirúrgico, sem diferenças significativas nos demias desfechos.
Outra publicação foi um ensaio clínico randomizado que avaliou qualidade de vida (através do SF-36) e não demonstrou diferenças entre os grupos embolização e cirurgia.19 Controle sintomático ao final de 1 ano foi melhor no grupo de tratamento cirúrgico.
Embora os benefícios no curto prazo estejam bem estabelecidos, no longo prazo a embolização apresenta limitações.20 Embora até 75% das pacientes relatem melhora do sangramento, 20% das pacientes relatam terem-se submetido a outros procedimentos (histerectomia, miomectomia ou nova embolização).21-23 No seguimento de 2 anos do ensaio EMMY, 23,5% das pacientes randomizadas para embolização acabaram necessitando submeter-se a histerectomia, demonstrando que no médio-longo prazo a eficácia da embolização é limitada.15
Complicações significativas são raras e mais prováveis em miomas únicos e grandes;7 morte secundária a sepse já foi descrita.24 De maneira geral, complicações ocorrem em 5% a 11%.25 Alguns autores sugerem este procedimento como ainda sendo experimental.4
Contra-indicações relativas para este procedimento incluem uso associado de agonistas do GnRH, miomas pedunculados ou submucosos, adenomiose extensa, ligadura prévia da artéria ilíaca interna, miomas grandes ou numerosos e planos de gestação futura, uma vez que até o presente momento não houve nenhum estudo que tenha avaliado a possibildiade de gestação após esse procedimento.20 Contra-indicações absolutas incluem gravidez, infecção do trato gênito-urinário, malignidade, imunossupressão, doença vascular que limite acesso e risco elevado de complicações com o contraste.20

Conclusões

Com base nas evidências acima discutidas, pode-se concluir que embolização somente se justifica para pacientes apresentando miomatose uterina com contra-indicação absoluta para procedimento cirúrgico e que não desejem gestar. Nos casos de sangramento uterino não responsíveis aos tratamentos clínicos, onde não haja indicação de tratamento cirúrgico, a embolização poderá ser justificada em casos excepcionais: nunca como tratamento primário.
• Sugere-se que estas pacientes devam assinar termo de consentimento livre e esclarecido juntamente com o médico ginecologista e radiologista explicando todos os benefícios e riscos deste procedimento considerado ainda, por alguns, como experimental (modelo anexo).

Referências Bibliográficas
1. Stewart EA, Stew. Epidemiology, clinical manifestations, diagnosis, and natural history of uterine leiomyomas. In: Rose B, editor. UpToDate. 16.1 ed. Waltham, MA: UpToDate; 2008.
2. Stewart EA. Uterine fibroids. Lancet 2001 Jan 27;357(9252):293-8.
3. Stewart EA. Overview of treatment of uterine leiomyomas. In: Rose B, editor. UpToDate. 16.1 ed. Waltham, MA: UpToDate; 2008.
4. ACOG practice bulletin. Surgical alternatives to hysterectomy in the management of leiomyomas. Number 16, May 2000 (replaces educational bulletin number 192, May 1994). Int J Gynaecol Obstet 2001 Jun;73(3):285-93.
5. Lethaby A, Vollenhoven B. Fibroids (uterine myomatosis, leiomyomas). Clin Evid 2007 Dec;12:814-38.
6. Stovall TG, Mann WJ. Myomectomy. In: Rose B, editor. UpToDate. 16.1 ed. Waltham, MA: UpToDate; 2008.
7. Spies JB, Ascher SA, Roth AR, Kim J, Levy EB, Gomez-Jorge J. Uterine artery embolization for leiomyomata. Obstet Gynecol 2001 Jul;98(1):29-34.
8. Subramanian S, Spies JB. Uterine artery embolization for leiomyomata: resource use and cost estimation. J Vasc Interv Radiol 2001 May;12(5):571-4.
9. Gupta JK, Sinha AS, Lumsden MA, Hickey M. Uterine artery embolization for symptomatic uterine fibroids. Cochrane Database Syst Rev 2006;(1):CD005073.
10. Pinto I, Chimeno P, Romo A, Paul L, Haya J, de la Cal MA, et al. Uterine fibroids: uterine artery embolization versus abdominal hysterectomy for treatment--a prospective, randomized, and controlled clinical trial. Radiology 2003 Feb;226(2):425-31.
11. Hehenkamp WJ, Volkers NA, Donderwinkel PF, de BS, Birnie E, Ankum WM, et al. Uterine artery embolization versus hysterectomy in the treatment of symptomatic uterine fibroids (EMMY trial): peri- and postprocedural results from a randomized controlled trial. Am J Obstet Gynecol 2005 Nov;193(5):1618-29.
12. Hehenkamp WJ, Volkers NA, Birnie E, Reekers JA, Ankum WM. Symptomatic uterine fibroids: treatment with uterine artery embolization or hysterectomy--results from the randomized clinical Embolisation versus Hysterectomy (EMMY) Trial. Radiology 2008 Mar;246(3):823-32.
13. Hehenkamp WJ, Volkers NA, Birnie E, Reekers JA, Ankum WM. Pain and return to daily activities after uterine artery embolization and hysterectomy in the treatment of symptomatic uterine fibroids: results from the randomized EMMY trial. Cardiovasc Intervent Radiol 2006 Mar;29(2):179-87.
14. Volkers NA, Hehenkamp WJ, Birnie E, de VC, Holt C, Ankum WM, et al. Uterine artery embolization in the treatment of symptomatic uterine fibroid tumors (EMMY trial): periprocedural results and complications. J Vasc Interv Radiol 2006 Mar;17(3):471-80.
15. Volkers NA, Hehenkamp WJ, Birnie E, Ankum WM, Reekers JA. Uterine artery embolization versus hysterectomy in the treatment of symptomatic uterine fibroids: 2 years' outcome from the randomized EMMY trial. Am J Obstet Gynecol 2007 Jun;196(6):519-11.
16. Volkers NA, Hehenkamp WJ, Smit P, Ankum WM, Reekers JA, Birnie E. Economic evaluation of uterine artery embolization versus hysterectomy in the treatment of symptomatic uterine fibroids: results from the randomized EMMY trial. J Vasc Interv Radiol 2008 Jul;19(7):1007-16.
17. Mara M, Fucikova Z, Maskova J, Kuzel D, Haakova L. Uterine fibroid embolization versus myomectomy in women wishing to preserve fertility: preliminary results of a randomized controlled trial. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol 2006 Jun 1;126(2):226-33.
18. Mara M, Maskova J, Fucikova Z, Kuzel D, Belsan T, Sosna O. Midterm clinical and first reproductive results of a randomized controlled trial comparing uterine fibroid embolization and myomectomy. Cardiovasc Intervent Radiol 2008 Jan;31(1):73-85.
19. Edwards RD, Moss JG, Lumsden MA, Wu O, Murray LS, Twaddle S, et al. Uterine-artery embolization versus surgery for symptomatic uterine fibroids. N Engl J Med 2007 Jan 25;356(4):360-70.
20. Kim D, Baer SD. Uterine fibroid embolization. In: Rose B, editor. UpToDate. 16.1 ed. Waltham, MA: UpToDate; 2008.
21. Spies JB, Bruno J, Czeyda-Pommersheim F, Magee ST, Ascher SA, Jha RC. Long-term outcome of uterine artery embolization of leiomyomata. Obstet Gynecol 2005 Nov;106(5 Pt 1):933-9.
22. Walker WJ, Barton-Smith P. Long-term follow up of uterine artery embolisation--an effective alternative in the treatment of fibroids. BJOG 2006 Apr;113(4):464-8.
23. Gabriel-Cox K, Jacobson GF, Armstrong MA, Hung YY, Learman LA. Predictors of hysterectomy after uterine artery embolization for leiomyoma. Am J Obstet Gynecol 2007 Jun;196(6):588-6.
24. Vashisht A, Studd J, Carey A, Burn P. Fatal septicaemia after fibroid embolisation. Lancet 1999 Jul 24;354(9175):307-8.
25. Spies JB, Spector A, Roth AR, Baker CM, Mauro L, Murphy-Skrynarz K. Complications after uterine artery embolization for leiomyomas. Obstet Gynecol 2002 Nov;100(5 Pt 1):873-80.

 


RESPOSTA ELABORADA PELO DR NESTOR KISILEVZKY A PEDIDO DA DRA. LINDALVA BERTELI – RADIOLOGISTA INTERVENCIONISTA DE POA. (C/Cópia para o Colégio Brasileiro de Radiologia)

Em relação ao Parecer Técnico Científico de embolização de artéria uterina em pacientes com miomatose – fevereiro 2009 – elaborado pelo Comitê de Especialistas em Ginecologia da Unimed-PoA gostaríamos de manifestar:

Muitos são os questionamentos que podem ser realizados ao parecer técnico científico supracitado, mas o que definitivamente agride na leitura do mesmo é a sórdida tentativa de subliminarmente atribuir ao procedimento de embolização uterina o caráter de “procedimento experimental” que definitivamente não possui. Em duas ocasiões isso é sugerido no texto:

No texto =......“Alguns autores sugerem este procedimento como ainda sendo experimental.”
Na conclusão= ......” Sugere-se que estas pacientes devam assinar termo de consentimento livre e esclarecido juntamente com o médico ginecologista e radiologista explicando todos os benefícios e riscos deste procedimento considerado ainda, por alguns, como experimental (modelo anexo).”

Atribui-se a autoria dessa conotação (procedimento experimental) a “alguns” e referencia-se no Boletim Prático número 16 publicado pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas em maio de 2000.

· ACOG practice bulletin. Surgical alternatives to hysterectomy in the management of leiomyomas. Number 16, May 2000 (replaces educational bulletin number 192, May 1994). Int J Gynaecol Obstet 2001 Jun;73(3):285-93.

O que chama poderosamente a atenção é que o rito metodológico e científico utilizado pelos autores do parecer técnico científico em sua pesquisa bibliográfica foi tão apurado e estrito que negligenciaram a existência do Boletim Prático número 96 publicado pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas em Agosto de 2008, e que justamente substituiu aquele referenciado pelos autores.

· ACOG practice bulletin. Alternatives to Hysterectomy in the Management of Leiomyomas. NUMBER 96, AUGUST 2008. Replaces Practice Bulletin Number 16, May 2000 and Committee Opinion Number 293, February 2004. Obstetrics & gynecology 2008. VOL. 112, August NO. 2, PART 1; 387-400.

Neste último Boletim Prático publicado pelo Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) estabelece-se categoricamente que a Embolização Uterina possui NIVEL A de EVIDÊNCIA CIENTÍFICA (boa e consistente evidência científica) e afirma textualmente nas suas conclusões:

“Based on long- and short-term outcomes, uterine artery embolization is a safe and effective option for appropriately selected women who wish to retain their uteri.”

Tradução livre = “Com base em resultados a curto e longo prazo, a embolização da artéria uterina é uma opção segura e efetiva para mulheres apropriadamente selecionadas que desejem preservar o seu útero.”

Portanto, a ocultação, sonegação ou ignorância desta informação, seja de forma intencional ou inadvertida, desqualifica e invalida integralmente o conteúdo desse parecer técnico científico e as suas conclusões e sujeita os seus autores a questionamento ético perante o Conselho Regional de Medicina e/ou a impetração de medida de ação cível por aqueles que se sintam prejudicados em seus direitos de consumidor.

No entanto o manifestado acima seja determinante em relação ao parecer técnico científico gostaríamos de aproveitar a oportunidade para acrescentar algumas informações sobre o procedimento de embolização das artérias uterinas visto que o parecer em questão foi elaborado exclusivamente por médicos ginecologistas e não incluiu a visão e conhecimento de qualquer Radiologista Intervencionista.

- A técnica de Embolização Uterina

A embolização uterina tem por objetivo causar necrose isquêmica completa dos miomas e assim controlar a sintomatologia provocada por esses tumores. Estudos histológicos demonstraram que para obter esse resultado devem ser bloqueados os ramos do plexo vascular peri-tumoral, cujos vasos medem aproximadamente 500 mícras. Esse conhecimento tem sido fundamental para os radiologistas apurarem a técnica e assim maximizar os resultados e evitar as falhas.

· Spies J et al. Uterine Artery Embolization for Fibroids: Understanding the Technical Causes of Failure. J Vasc Interv Radiol 2003; Vol 14, January, 11-14.

· Pelage JP et al. Limited Uterine Artery Embolization with Trisacryl Gelatin Microspheres for Uterine Fibroids. J Vasc Interv Radiol 2003; Vol 14, January, 15-20.


Resulta fácil compreender que o refinamento técnico e a experiência do operador influenciam diretamente nos resultados de qualquer procedimento, mas um exemplo claro disso em relação à embolização uterina pode ser comprovado no estudo EMMY, tão comentado pelos autores do parecer técnico científico.
Esse foi um estudo randomizado multicêntrico conduzido na Holanda que comparou a Embolização Uterina (88 pacientes) com a Histerectomia (89 pacientes) e cujo primeiro artigo foi publicado em Novembro de 2005.

· Hehenkamp WJ, et al. Uterine artery embolization versus hysterectomy in the treatment of symptomatic uterine fibroids (EMMY trial): peri- and postprocedural results from a randomized controlled trial. Am J Obstet Gynecol 2005; 193:1618–1629.

Nesse estudo se verifica que dos 26 Radiologistas Intervencionistas que contribuíram com casos, somente 7 tinham realizado mais de 10 procedimentos de embolização uterina antes do estudo e a grande maioria (19 deles) tinham realizado menos do que 10 procedimentos de embolização uterina. Ou seja, cada radiologista contribuiu em média com 3 casos, muitos dos quais foram os primeiros realizados por esses médicos. Talvez, essa inexperiência com a técnica de embolização uterina dos radiologistas que participaram do estudo explique em parte o alto índice de insucesso técnico da embolização uterina que nesse estudo alcançou 5,3%. A embolização bilateral das artérias uterinas somente foi conseguida em 82,7% e portanto, o procedimento foi considerado falho em 17,3%.

· Volkers NA et al. Uterine artery embolization in the treatment of symptomatic uterine fibroid tumors (EMMY trial): periprocedural results and complications. J Vasc Interv Radiol 2006; 17:471– 480.

Provavelmente a melhor evidência em relação ao procedimento de embolização uterina venha do maior estudo de Registro multicêntrico conduzido pela Society of Interventional Radiology (SIR) que analisou mais de 2700 casos realizados em 72 centros ao redor do mundo. Nesse estudo a Embolização bilateral foi realizada em 92,8% e, portanto, o procedimento falhou somente em 7,2%.

· Worthington-Kirsch R et al. The Fibroid Registry for Outcomes Data (FIBROID) for uterine artery embolization: short term outcomes. Obstet Gynecol 2005; 106:52–59.


- A eficácia da embolização uterina

Como bem afirmado no parecer técnico científico o tratamento dos miomas uterinos é indicado em pacientes sintomáticas. O referido estudo EMMY utilizou como “end-point” primário a eliminação de menorragia após o período de 2 anos considerando a embolização uterina equivalente a histerectomia se resolvesse a menorragia em pelo menos 75% das pacientes (conceito de não inferioridade). Pois o estudo mostrou que a embolização foi NÃO INFERIOR a histerectomia já que controlou a sintomatologia em 76% dos casos.

· Hehenkamp WJK, et al. Symptomatic uteine fibroids: treat with uterine artery embolization or hysterectomy--results from the randomized clinical Embolisation versus Hsterectomy (EMMY) Trial. Radiology 2008;246:832-32.

Ou seja, mesmo com todas as falhas técnicas o estudo EMMY evidenciou que a embolização evitou a histerectomia em 76% das mulheres!

Poderíamos nos perguntar sobre a eficácia da miomectomia cirúrgica e iríamos verificar que este procedimento apresenta uma taxa de necessidade de um segundo procedimento em 21,8% (histerectomias em 75%) e não por isso se considera este um procedimento ineficaz e/ou experimental!

· Reed SD et al. The incidence of repeat uterine surgery following myomectomy. J Women’s Health 2006;15:1046-1052.

Muito mais importante que o controle de sintomas subjetivos é seguramente o impacto que o tratamento pode provocar na Qualidade de Vida. O acompanhamento após 36 meses no estudo de registro multicêntrico da SIR mostrou que a severidade dos sintomas e a qualidade de vida relacionada com a saúde avaliados com um questionário específico melhoraram com significância estatística após a embolização uterina levando as pacientes para a zona de absoluta normalidade.

· Goodwin SC et al. Uterine artery embolization for treatment of leiomyomata: long-term outcomes from the FIBROID Registry. Obstet Gynecol. 2008 Jan;111(1):22-33

Isso não é exclusivo da população americana já que no Brasil verificamos resultados similares em relação com a qualidade de vida após o tratamento da miomatose sintomática com embolização uterina.

· Kisilevzky N. Embolização uterina para tratamento de miomas sintomáticos: impacto na qualidade de vida”. Radiol Bras 2007. vol.40, outubro, no.5, 289-296.

- Segurança da Embolização Uterina

O estudo de Registro multicêntrico da SIR apurou uma incidência de complicações menores após a embolização da ordem de 31% enquanto o estudo EMMY revelou uma incidência da ordem de 58% após a embolização e 40% após a histerectomia.
As re-internações ao longo do primeiro mês das pacientes embolizadas no estudo EMMY foram de 11,1% enquanto no estudo de Registro Multicêntrico conduzido pela SIR foram somente 4,8%.
Complicações menores freqüentes após a embolização no estudo EMMY foram Dor e Febre, mas há que se salientar que o acompanhamento pós-operatório foi conduzido exclusivamente pelas equipes de ginecologia e sem qualquer participação dos radiologistas. Os esquemas de analgesia utilizados nas pacientes submetidas à embolização não respeitaram as recomendações dos “Standards” na época. As pacientes foram somente prescritas com antiinflamatório não esteróide e paracetamol. Somente depois de experimentar dor intensa é que foi prescrita a utilização de narcóticos.
Sabe-se que com um bom esquema de analgesia que inclua uma bomba de PCA (personal controlled analgesia) ou bloqueio peridural, re-internações após a embolização uterina são raramente necessárias.

· Bruno J et al. Recovery after uterine artery embolization for leiomyomas: a detailed analysis of its duration and severity. J Vasc Interv Radiol 2004; 15:801–807.

Nos três estudos randomizados comparando embolização uterina com histerectomia (EMMY, REST, PINTO) verificou-se uma incidência similar de complicações para ambos os tratamentos.

Outro estudo comparativo (retrospectivo) entre Embolização e Histerectomia conduzido no Reino Unido verificou menor incidência de complicações (com significância estatística) nas pacientes tratadas com embolização (17,6 contra 26,1% respectivamente).

· Dutton S et al. A UK multicentre retrospective cohort study comparing hysterectomy and uterine artery embolisation for the treatment of symptomatic uterine fibroids (HOPEFUL study): main results on medium-term safety and efficacy BJOG 2007 Nov;114(11):1340-51.

Num estudo para avaliação específica das complicações após a embolização uterina em 400 pacientes verificou-se uma incidência global de apenas 10,5%. Entre essas, somente 5 (1,25%) foram consideradas maiores (“significativas”) e requereram terapia adicional não prevista e prolongaram a internação. Nessa casuística não houve mortalidade.

· Spies JB et al. Complications after uterine artery embolization for leiomyomas. Obstet Gynecol 2002 Nov;100(5 Pt 1):873-80.

Alias, mortalidade após a embolização é um evento raríssimo do qual há somente relatos anedóticos na literatura médica, embora os autores do parecer técnico científico mencionem de forma quase sarcástica que “morte secundária a sepse já foi descrita” .

Embora não existam estatísticas publicadas pode-se estimar que no pior cenário a mortalidade de embolização seria algo em torno de 0,0005/1000 ou 1/200.000

Certamente jamais alcançaria a incidência de mortalidade apresentada pela histerectomia que já tem sido verificada em 3,8/1.000 ou 380/100.000.

· McPherson K et al. Severe complications of hysterectomy: the VALUE study. BJOG 2004 Jul;111(7):688-94.

- Vantagens da Embolização Uterina

O próprio relatório técnico científico menciona que já foi verificado que a embolização propicia menor tempo de hospitalização e mais rápida retomada das atividades diárias após o tratamento quando comparado com a histerectomia. Isto sem dúvidas representa uma vantagem adicional deste tratamento minimamente invasivo.

- Impacto da Embolização na fertilidade

O parecer técnico científico afirma que o desejo de fertilidade é uma contra-indicação relativa.

“Contra-indicações relativas para este procedimento incluem............planos de gestação futura, uma vez que até o presente momento não houve nenhum estudo que tenha avaliado a possibilidade de gestação após esse procedimento.”

Utiliza-se como referência para essa afirmação um livro de texto ao qual não se tem acesso mediante pesquisa no Pubmed®.
Todavia, utilizando essa metodologia de pesquisa bibliográfica sim se tem acesso a numerosos artigos que demonstram a viabilidade da fertilidade após a embolização uterina.

· Ravina J et al. Pregnancy after embolization of uterine myoma: report of 12 cases. Fertility and Sterility 2000;73:1241-1243.

· McLucas B et al. Pregnancy following uterine fibroid embolization. Int J Gynaecol Obstet 2001;74:1-7.

· Pron G et al. Pregnancy after uterine artery embolization for leiomyomata: the Ontario multicenter trial. Obstet Gynecol. 2005 Jan;105(1):67-76

· Carpenter TT et al. Pregnancy following uterine artery embolisation for symptomatic fibroids: a series of 26 completed pregnancies. BJOG 2005 Mar;112(3):321-5.

· Kim MD et al. Pregnancy following uterine artery embolization with polyvinyl alcohol particles for patients with uterine fibroid or adenomyosis. Cardiovasc Intervent Radiol. 2005 Sep-Oct;28(5):611-5.

· Walker WJ et al. Pregnancy after uterine artery embolization for leiomyomata: a series of 56 completed pregnancies. Am J Obstet Gynecol. 2006;195:1266-71.

· Pinto I et al. Pregnancy after uterine fibroid embolization: follow-up of 100 patients embolized using tris-acryl gelatin microspheres. Fertil Steril 2008 Dec;90(6):2356-60.

Até o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) já reconhecia em 2004 que a Gravidez é possível após a embolização.

Por tanto, não pode se afirmar que o desejo de fertilidade seja contra-indicação absoluta ou relativa.
No único estudo comparativo entre embolização uterina e miomectomia os índices reprodutivos mostraram-se mais favoráveis para as pacientes tratadas com miomectomia e por isso a miomectomia, quando viável, deve ser indicada em primeira instância.

· Mara M et al. Uterine fibroid embolization versus myomectomy in women wishing to preserve fertility: preliminary results of a randomized controlled trial. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol 2006 Jun 1;126(2):226-33.

Mais o bom senso deve prevalecer na indicação de miomectomia já que como comentado anteriormente as taxas de conversão para histerectomia e a morbidade deste procedimento podem ser consideráveis.
Assim, ante a existência de miomas múltiplos onde a miomectomia é improvável e incerta, a embolização continua a ter um papel apropriado para controlar a sintomatologia da miomatose com preservação do útero e eventualmente da fertilidade.

- Custo da Embolização Uterina

Vários estudos já publicados na literatura médica têm comparado o custo de embolização em relação ao tratamento cirúrgico: histerectomia e miomectomia. Entre eles destaca-se um artigo que foi referenciado no parecer técnico científico, mas do qual não se fez qualquer comentário sobre o seu conteúdo. Em todos se verifica que o custo do tratamento por embolização é similar ou até inferior que o tratamento cirúrgico.

· Subramanian S et alUterine artery embolization for leiomyomata: resource use and cost estimation. J Vasc Interv Radiol 2001 May;12(5):571-4.

· Baker CM et al. Estimated costs for uterine artery embolization and abdominal myomectomy for uterine leiomyomata: a comparative study at a single institution. J Vasc Interv Radiol. 2002 Dec;13(12):1207-10.

· Beinfeld MT et al. Cost-effectiveness of uterine artery embolization and hysterectomy for uterine fibroids. Radiology. 2004 Jan;230(1):207-13.

· Mauskopf J et al. The economic impact of uterine fibroids in the United States: a summary of published estimates. J Womens Health 2005; Oct;14(8):692-703.

Vale salientar que esses estudos foram realizados na America do Norte onde os insumos têm um custo bastante diferente dos que são praticados no Brasil. É de se compreender que as fontes pagadoras de serviços médicos como a UNIMED se preocupem com o custo dos procedimentos, mas ao invés de impedir o acesso de seus associados à tecnologia médica de ponta com base em relatórios de valor científico questionável, deveriam negociar valores de material e insumos condizentes com a nossa realidade ou até estimular o desenvolvimento de pesquisas para obtenção de material de origem nacional.

Conclusão:

1) A embolização uterina é um procedimento extremamente eficaz para controle da sintomatologia provocada pela miomatose uterina e absolutamente seguro conforme demonstrado por evidência científica farta e consistente, devendo ser oferecido como opção terapêutica a pacientes que desejam evitar uma histerectomia e/ou preservar o útero.
2) A embolização uterina tem como vantagens uma curta estadia hospitalar e uma rápida recuperação com retomada rápida das atividades.
3) O desejo de engravidar NÃO contra-indica a embolização uterina em pacientes com miomas sintomáticos que requeiram de tratamento.
4) A aceitação para realização de embolização uterina não requer de assinatura de termo de consentimento livre e esclarecido de rotina a não ser que se trate de paciente incluída em projeto de pesquisa, o qual deverá ser previamente aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, ou for uma norma Institucional ao igual que para qualquer outro procedimento cirúrgico ou intervencionista.


Nestor Hugo Kisilevzky
CRM: 79.119
Médico Especialista em Radiologia Intervencionista – AMB
Mestre em Cirurgia – UNICAMP
Fellow da Society of Interventional Radiology














09/03/09 - Dr. Nestor Kisilevzky é escolhido Fellow da SIR.


Dr. Nestor Kisilevzky recebeu homenagem da Society of Interventional Radiology sendo escolhido como FELLOW da SIR. O anuncio oficial foi realizado em Jantar de Gala que teve lugar no dia 09/03/09 na cidade de San Diego – EUA. É a primeira vez que um Latino-americano que trabalha fora dos EUA recebe esta homenagem que aconteceu em virtude da enorme contribuição e dedicação do Dr. Nestor com a especialidade.










 






 

17/10/08 - Iniciado projeto de assistência social inédito no mundo.

Na sexta-feira 17 de Outubro de 2008 foi iniciado o Programa ANGIOMÓVEL com a realização dos primeiros atendimentos no Hospital Universitário de Jundiaí. Na ocasião quatro pacientes portadoras de miomatose uterina sintomática foram tratadas com sucesso com a técnica de embolização uterina com material e equipamentos fornecidos pelo Instituto Israelita de Responsabilidade Social Albert Einstein.
O ANGIOMÓVEL – Unidade de Radiologia Intervencionista Móvel – chegou ao Hospital Universitário de Jundiaí as 06:30 horas e em quarenta minutos os equipamentos foram descarregados e conduzidos ao Centro Cirúrgico onde a sala de procedimentos foi temporariamente montada e preparada para a realização dos procedimentos.
A primeira embolização começou as 08:00 horas e em tempo recorde foram seqüencialmente realizados os quatro procedimentos programados concluindo-se os atendimentos as 13:00 horas. Obteve-se 100% de sucesso técnico e não houve qualquer intercorrência clínica durante os procedimentos. A sala foi então desmontada, os equipamentos foram novamente acondicionados no transporte e o ANGIOMÓVEL retornou para a Unidade Morumbi do HIAE as 14:00 horas.
O sucesso dessa primeira experiência com a utilização do ANGIOMÓVEL muito se deveu à inestimável colaboração da equipe de médicos ginecologistas, anestesistas e pessoal de enfermagem do HU de Jundiaí, além obviamente, da equipe de apoio a serviços do HIAE que foi responsável pela condução, preservação e transporte dos equipamentos.
Vale salientar que o conceito de unidade de radiologia intervencionista móvel é absolutamente inédito e essa é a primeira experiência no mundo neste tipo de assistência médica.
O programa ANGIOMÓVEL terá continuidade no dia 24/10/08 com atendimentos no Hospital do Mandaqui e posteriormente serão visitados o Hospital Regional de Cotia no dia 31/10/08 e o Hospital Leonor Mendes de Barros no dia 06/11/08. Continuamos trabalhando no desenvolvimento da agenda de visitas para os meses de Novembro, Dezembro e Janeiro.
Para os Drs. Henrique Elkis e Nestor Kisilevzky, especialistas em Radiologia Intervencionista e idealizadores desse programa, foi motivo de muita honra a obtenção do apoio do IIRS e de todos os que colaboraram para tornar possível esse programa.
Para eles, não teve oportunidade melhor para comemorar o dia do médico, que fazendo o que sabem e gostam, e assim, oferecer o seu conhecimento de forma absolutamente gratuita para pacientes que de outra forma jamais teriam acesso a essa terapia.


Maiores informações podem ser obtidas com a Enfermeira Francielle Gusmão por e-mail: francielle@einstein.br ou pelo telefone 11,5089-0200 Ramal:2420

A seguir fotos do primeiro atendimento realizado no Hospital Universitário de Jundiaí em 17/10/2008.

O ANGIOMÓVEL chega ao Hospital Universitário de Jundiaí.

 

O ANGIOMÓVEL é posicionado para decarregar os equipamentos.

 

Os equipamentos são descarrergados.

 

Os equipamentos são colocados numa sala do centro cirúrgico.

 

A sala de procedimentos é montada no Centro Cirúrgico.

 

Os Drs. Nestor Kisilevzky e Henrique Elkis da equipe WebMioma.

 

Os procedimentos de Embolização começam a ser realizados.

 

A equipe WebMioma e a equipe de médicos do HU de Jundiaí após os procedimentos serem finalizados.

 

A equipe WebMioma e o ANGIOMÓVEL.

 

O ANGIOMÓVEL deixa o HU de Jundiaí de retorno para o Hospital Israelita Albert Einstein.




10/09/08 - Ginecologia Americana afirma: Embolização uterina tem Evidência científica NIVEL A - Forte e consistente!

Sociedade Americana de Ginecologia reconhece a importância da Embolização Uterina.
Em agosto de 2008 foi publicado na revista Obstetrics & Gynecology o Boletim Prático do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) “Alternativas à histerectomia no manejo de Miomas”. Nesse salienta-se definitivamente que a Embolização Uterina possui NIVEL “A” de EVIDÊNCIA CIENTÍFICA (boa e consistente evidência científica) e afirma-se textualmente nas suas conclusões:
“Based on long- and short-term outcomes, uterine artery embolization is a safe and effective option for appropriately selected women who wish to retain their uteri.”
· ACOG practice bulletin. Alternatives to Hysterectomy in the Management of Leiomyomas. NUMBER 96, AUGUST 2008. Replaces Practice Bulletin Number 16, May 2000 and Committee Opinion Number 293, February 2004. Obstetrics & gynecology 2008. VOL. 112, August NO. 2, PART 1; 387-400.


 




 

30/08/08 - Mais um ano de sucesso do Simpósio Internacional Embolution.



Entre os dias 26 e 29 de Agosto de 2008 teve lugar mais uma vez o Simpósio Internacional em Técnicas de Emboloterapia – Embolution 2008. Assim como no ano anterior o Embolution 2008 aconteceu no Centro de Convenções do Mercure Grand Hotel na cidade de São Paulo reunindo mais de 200 profissionais que vieram de diversas cidades do Brasil e alguns do exterior. A embolização uterina foi mais uma vez um dos temas de destaque que teve como ponto alto a apresentação feita pelo Dr. James Spies feita diretamente desde a Cidade de Washingnton – EUA através de sistema de teleconferência. Vale destacar que o Dr. Spies é uma das maiores autoridade no mundo nesse tema e foi o responsável pelo tratamento da Sra. Condoleezza Rice há já alguns anos. Também foram realizadas três demonstrações de Embolização Uterina transmitidas ao vivo via satélite desde a Unidade de Radiologia Intervencionista do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos para o Centro de Convenções.


Dr. Nestor ma abertura dos trabalhos do Embolution2008.

Mais de 200 profissionais compareceram ao evento.


Dr. Nestor palestra sobre as técnicas de embolização de mioma.


Durante a transmissão de casos ao vivo via satélite





Conversa com o Dr. James Spies da Universidade de Georgetown em Washington por sistêma de teleconferência.











 

25/06/08 - Embolution 2008 acontecerá em São Paulo no mês de Agosto.




Sob a coordenação geral do Dr. Nestor Kisilevzky o IV Simpósio Internacional em Técnicas de Emboloterapia – Embolution 2008 terá lugar entre os dias 26 2 29 de Agosto no Centro de Convenções do Mercure Grand Hotel – São Paulo – Ibirapuera. Esse ano o evento contará com oito professores estrangeiros de renome internacional e mais de 40 professores nacionais. Durante o evento será apresentado e discutido o que há de mais atual no tratamento de emboloterapia. Também serão realizadas cirurgias de demonstração com transmissão “ao vivo”.

Informações: www.embolution.com.br
















 

07/03/08 - Sucesso do programa AMGIOMÓVEL no Hospital Geral do Grajaú em comemoração do Dia Internacional da Mulher.

A equipe WebMioma, realizou com tremendo sucesso a operação ANGIOMÓVEL. Em tempo recorde, a equipe liderada pelos Doutores Nestor Kisilevzky e Henrique Elkis transportou os equipamentos e montou uma sala de Radiologia Intervencionista no Centro Cirúrgico do Hospital Geral de Grajaú onde foi realizado com sucesso um procedimento de embolização uterina. Toda a logística, desde a chegada do ANGIOMÓVEL até a sua saída do hospital, demorou 2 horas e 45 minutos.
Esse evento vem a demonstrar a viabilidade operacional do projeto, abrindo uma alternativa para torna-lo permanente.
Nessa ocasião, o projeto foi integralmente patrocinado pela equipe WebMioma e como homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Mas a manutenção desse programa inovador dependerá da obtenção de patrocínios junto a empresas que compreendam o valor social desse projeto o que possibilitará o acesso de milhares de mulheres de baixa renda à tecnologia médica de ponta.

A equipe WebMioma vem aqui manifestar o seu agradecimento as empresas que colaboraram com empréstimo de equipamento ou doação de material: Novo Médica, J.Procópio, Line Life e E.Tamussino.

Especial agradecimento a toda a equipe do Hospital Geral do Grajaú, ao seu Diretor Executivo Sr. Manoel, a seu Diretor Técnico Dr. Paulo, a Diretora do Serviço de Ginecologia Dra. Lúcia e a todos os Colegas, Médicos Residentes e Internos pela afetuosa recepção e cordialidade.

A equipe WebMioma continuará na busca de apoios junto a entidades públicas, privadas ou filantrópicas com intuito de manter esse programa em funcionamento e fazer de cada dia, o dia da MULHER.


O ANGIOMÓVEL frente a empresa Novo Médica que forneceu o Arco Cirúrgico para realização das Embolizações Uterinas.



Os idealizadores e coordenadores do projeto ANGIOMÓVEL, Dr. Nestor Kisilevzky e Dr. Henrique Elkis, especialistas em Radiologia Intervencionista




Os equipamentos são acomodados para o transporte.




A equipe ANGIOMÓVEL pronta para partir.



O ANGIOMÓVEL circulando pelas ruas de São Paulo.
 
O ANGIOMÓVEL chega ao Hospital Geral do Grajaú na zona Sul de SP.


Os equipamentos são descarregados e conduzidos ao centro cirúrgico.
 


A sala de procedimentos é montada e a paciente é acomodada na mesa.



O procedimento de Embolização Uterina é realizado pelos Drs. Nestor e Henrique sob a observação atenta dos médicos do Hospital.

O Dr. Henrique orienta a retirada dos equipamentos.

O ANGIOMÓVEL deixa o Hospital Geral do Grajaú.




O ANGIOMÓVEL circula de regresso pela cidade de SP.
 
 
 
 













Novo consultório da equipe WebMioma!

A partir de Março de 2008 a equipe WebMioma estará atendendo pacientes em consulta no Centro Médico do Hospital Israelita Albert Einstein.
As consultas serão atendidas as Terças e Sextas Feiras das 12:00 as 16:00 horas pelos Doutores Nestor Kisilevzky e Herique Elkis.
O endereço é: Av. Albert Einstein, 627 - 13 andar – Sala 1315. As consultas podem ser agendadas pelo telefone: 11,37473315





 

30/10/07 Impacto da Embolização Uterina na Qualidade de Vida!

Num estudo científico conduzido pelo Dr. Nestor Kisilevzky e publicado recentemente na revista Radiologia Brasileira - Radiol Bras 2007;40(5) - verificou-se a enorme melhora experimentada pelas pacientes que foram submetidas a embolização uterina para tratamento dos seus miomas. As pacientes responderam um questionário elaborado especificamente para avaliar o impacto da miomatose uterina na qualidade de vida da mulher. As respostas foram obtidas antes e 12 semanas após a embnolização e constataram científicamente que esse grupo de mulheres recuperaram integralmente a sua qualidade de vida em níveis similares aos da população noirmal.
Leia esse trabalho científico e verifique como os miomas impactam na sua qualidade de vida respondendo o questionário anexo ao artigo.




Clique aqui para ler o artigo completo e verificar a sua qualidade de vida













 


06/10/07 Simpósio Internacional em Técnicas de Emboloterapia agita São Paulo.

Mais de 200 médicos vindos de várias cidades do Brasil e alguns do exterior participaram do Simpósio Internacional em Técnicas de Emboloterapia – Embolution 2007 – que teve lugar de 3 a 6 de Outubro no Mercure Grand Hotel – São Paulo - Ibirapuera.
Sob a coordenação geral do Dr. Nestor Kisilevzky, esse ano o Evento foi organizado pelo Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e recebeu o apoio do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde e da Organização Pan-americana da Saúde, sendo o primeiro evento na área de endovascular a receber esse reconhecimento do Governo Federal.
Participantes vieram de cidades como Araraquara, Bauru, Belém, Belo Horizonte, Botucatu, Brasília, Cabo Frio, Cachoeira de Itapemirim, Campinas, Campos, Caxias Do Sul, Cuiabá, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Guaratinguetá, Ipatinga, Itabuna, Itajubá, Joinville, Linhares, Maringá, Mogi Das Cruzes, Montes Claros, Natal, Niterói, Passo Fundo, Piracicaba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Salvador, Santa Maria, São Bernardo do Campo, São Luís, São Paulo, Sobradinho, Sorocaba, Teresina, Uberlândia, Vargem Pequena, Vila Velha, Vitória e Votuporanga. Teve ainda a participação de Médicos que vieram de Lima no Peru, Maracaibo na Venezuela, Montevideu no Uruguai e Buenos Aires na Argentina.
Durante os quatro dias de Simpósio no Mercure Grand Hotel os participantes tiveram a oportunidade de assistir as apresentações realizadas por 35 Professores Nacionais e 6 Professores Estrangeiros, entre os que se encontravam o Professor Ricardo Garcia Monaca, Professor Titular de Radiologia da Universidade de Buenos Aires e Chefe do Serviço de Radiologia do Hospital Italiana da mesma Cidade, O Professor Ziv Haskal, Chefe da Divisão de Radiologia Intervencionista da Universidade Columbia em Nova Iorque, o Professor Jafar Golzarian, Chefe da Divisão de Radiologia Intervencionista da Universidade de Iowa nos EUA, a Professora Gloria Salazar da Universidade de Harvard, o Professor João Pisco da Universidade Nova de Lisboa e o Professor Shinichi Hori de Osaka no Japão.
Destaque também para a presença da Diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia do MS, Dra. Suzanne Jacob Seruje que apresentou as estratégias e realizações do seu Departamento.
Entre os assuntos apresentados e discutidos houve grande destaque para o tratamento dos miomas uterinos.
Durante o evento foram realizados cinco procedimentos de emboloterapia e transmitidos “ao vivo” desde a sala de procedimentos do Hospital para o anfiteatro no Hotel por sistema de micro ondas o que permitiu a condução de sessões interativas entre operador e audiência.
Paralelamente foi organizado o curso prático de capacitação em técnicas de emboloterapia onde cinqüenta médicos tiveram a oportunidade de testar e trabalhar com diferente tipo de material, cateteres e agentes embólicos, em modelos animais vivos.
Houve, ainda, uma ampla exposição comercial onde 12 empresas do setor apresentaram os seus produtos e material.
Dessa forma o Embolution 2007 atingiu plenamente os objetivos pedagógicos traçados inicialmente e preencheu integralmente as expectativas dos participantes que manifestaram, sem exceção, o seu agradecimento e satisfação.

Veja imagens do Embolution 2007

O Dr. Nestor Kisilevzky, Diretor Geral do Embolution 2007 faz apresentação de boas vindas ao Simpósio Internacional.
 
Professores do Embolution 2007. Dr. Jafar Golzarian, Dra. Gloria salazar, Dr. Ricardo Garcia Monaco, Dr. Néstor, Dra. Thais Helena, Dr. Henrique Elkis, Dr. João Pisco e Dr. Shinichi Hori (de esquerda a direita).
 
Dr. Luis Bahamondes, Professor Titular de Ginecologia da Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP.
 
Dra. Suzane Jacob Seruje, Diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde.
 
Transmissão de caso "ao vivo"
 
Médicos assistem as apresentações no Mercure Grand Hotel.
 
Recepcionistas "Embo-cats" que trabalharam durante o simpósio











 


22/03/07 Jornada Bom Viver no Hospital Professor Edmundo Vasconcelos.

O Hospital Professor Edmundo Vasconcelos organiza as Jornadas Bom Viver abertas para a comunidade e em 22 de março de 2007 contou com a participação do Dr. Nestor Kisilevzky.
Na ocasião o Dr. Nestor ministrou palestra gratuita e aberta para a população sobre a técnica de embolização uterina. Compareceram mais de 80 pessoas, a maioria mulheres, que tiveram a oportunidade de ouvir a apresentação do Dr. Nestor e tirar as suas dúvidas na sessão de perguntas e respostas que teve lugar após a apresentação.

Alguns dos comentários surgidos dos participantes após o evento:

1) “Palestra muito esclarecedora. Parabéns ao Dr. Nestor que forneceu todos os períodos em que a mulher passa. Parabéns ao Hospital Prof. Edmundo Vasconcelos e a toda a equipe de funcionários.”
2) “Parabéns, palestra muito esclarecedora”.
3) “A palestra foi muito transparente e esclarecedora”.
4) “Parabéns. Foi além das expectativas. Esclarecedor, atual e científico”.
5) “A palestra foi de extrema importância”.
6) “Que essas palestras sejam divulgadas em extensão, para que mais e mais mulheres sejam integradas a esses procedimentos. Interadas do assunto, com conhecimento, poderemos preservar muitos úteros, levando a qualidade de vida e a reprodução humana”.
7) “Apenas um elogio para o Dr. Nestor Hugo Kisilevzky que é extremamente atencioso, claro, didático e demonstra grande amor à profissão. Parabéns”.
8) “Informação eficiente e ampla, instrutor qualificado e rico em conhecimento. Ambiente agradável e gostoso”.
9) “Muito bom, o Dr. Nestor foi prático e objetivo, esclareceu todas as minhas dúvidas sobre os miomas”.
10) “Foi muito bom saber que hoje existe uma outra alternativa de tratamento para mioma, além de os já “tradicionais” retirada de útero, aliás, sugerido pelo meu ginecologista. É uma luz no fundo do túnel. Tomara que esse tratamento seja divulgado no Brasil o quanto antes, e que se torne acessível para todos nos. Grata”.
11) “O Dr. Nestor tem conhecimentos acima do normal. Vou informar as pessoas interessadas para entrar em contato com o Hospital”.

Veja algumas fotos do evento









 

07/03/07 - Novidades apresentadas no Maior Congresso de Radiologia Intervencionista



No recente congresso anual da SIR (Society of Interventional Radiology), maior congresso mundial de Radiologia Intervencionista que contou mais uma vez com a participação do Dr. Nestor Kisilevzky como moderador de temas científicos sobre embolização uterina, foram apresentadas e discutidas as novidades sobre esse tema.
Destaque para o estudo europeu de registro multicéntrico patrocinado pela Sociedade Européia de Radiologia Intervencionista (CIRSE) que agrupou 536 pacientes de 34 centros diferentes de Europa.
Foram também apresentados e discutidos vários aspectos técnicos relacionados com a embolização uterina, especificamente relacionados com o material utilizado para realizar a embolização uterina. Nesse sentido, um estudo realizado no Hospital Northwestern de Chicago comparando a utilização de PVA esférico (Bead Block) com micro esferas calibradas (Embospheres) demonstrou que o PVA esférico provocou um inaceitável índice de falha com relação ao objetivo central do procedimento que é causar isquemia completa dos miomas.
Ficou evidente também a preocupação com o controle da dor no pós-operatório. Um estudo realizado na Universidade de Harvard mostrou que a dor pós-operatória não tem relação com o tamanho ou quantidade de miomas. O estudo salienta que há, no entanto, uma pequena tendência dos miomas intramurais a provocar maior dor após a embolização.
Um outro estudo de Portugal destaca a utilização de partículas misturadas com um antiinflamatório o que reduze a sensação dolorosa pós-operatória. Essa manobra, permite que as pacientes possam fazer o procedimento de forma ambulatorial.
Uma outra preocupação discutida no congresso foi o impacto da embolização na sexualidade da mulher. Um estudo de Nova York mostrou que não houve impacto negativo e sim um controle importante da dor durante a relação sexual após a embolização.
Um outro estudo realizado em Boston, utilizou uma escala conhecida com Índice da Função Sexual Feminina (FSFI) para avaliar o impacto na sexualidade de 100 pacientes submetidas a embolização uterino e evidenciou uma melhora estatisticamente significativa em todos os aspectos relacionados com a sexualidade da mulher.











20/02/07
- Palestra Gratuita para a Comunidade no Hospital Professor Edmundo Vasconcellos.



Miomas, como tratar sem traumatizar

Os miomas são formações nodulares que se desenvolvem na parede do útero e comumente são chamados de tumores benignos. Estima-se que entre 40 a 80% das mulheres em idade reprodutiva são portadoras de miomas e, destas, pelo menos um terço deverá fazer tratamento devido à presença de sintomas.

Existem basicamente três tipos de tratamento para os miomas uterinos: medicamentoso, cirúrgico ou por embolização. Muitas mulheres acabam buscando uma solução drástica para o problema dos miomas, como a cirurgia de retirada do útero (histerectomia). Mas elas não têm uma visão clara de como esse tratamento mudará as suas vidas.

Nesta palestra, iremos explicar como é realizada a embolização uterina, uma técnica muito segura, minimamente invasiva, que preserva o útero e pode ser aplicada em praticamente todos os casos. Também esclareceremos as principais dúvidas sobre este procedimento, que é feito com anestesia local e permite a volta às atividades normais em poucos dias.

Dr. Nestor Hugo Kisilevzky
Mestre em cirurgia – UNICAMP
Médico Especialista em Radiologia Intervencionista – AMB

Palestra Gratuita
Local: Anfiteatro Horácio Lafer
Rua Borges Lagoa, 1.450 – Vila Clementino
Hospital Professor Edmundo Vasconcelos
Horário: 15h às 17h

Telefone de informações e agendamento para participação
(11) 5080—4350 / 5080-4127











20/08/06
- Sucesso do Curso de Capacitação Profissional em Técnicas de Emboloterapia – Embolution 2006


Mais de 150 profissionais da saúde participaram do II Curso Internacional sobre Técnicas de emboloterapia – EMBOLUTION 2006 - que teve lugar na cidade de São Paulo entre os dias 16 e 19 de Agosto de 2006 e que foi coordenado pelo Dr. Nestor Kisilevzky.
Participaram médicos que vieram de diversas cidades do Brasil, como São Paulo, Piracicaba, Campinas, Juiz de Fora, Blumenau, Cuiabá, Brasília, Londrina, Rio de Janeiro, Passo Fundo, Porto Alegre, Curitiba, Belém, Manaus, Sobradinho, Belo Horizonte, São Luis, Florianópolis, Vitória, Riberão Preto, Uberlândia, Cascavel, Fortaleza, Recife, Montes Claros, Ponta Grossa, além de participantes que vieram de Chile, Uruguai, Argentina e Costa Rica.
A programação teórica teve lugar no Teatro do Hospital Santa Catarina e a programação prática aconteceu no laboratório de cirurgia experimental do Hospital Dante Pazzanese.
Durante o curso foram realizados vários casos de procedimentos de emboloterapia com transmissão “ao vivo” desde a sala de procedimentos para o teatro Santa Catarina. Também foi realizada uma teleconferência com a Universidade British Columbia de Vancouver – Canadá.
Dessa forma, foram integralmente alcançados os objetivos educacionais e pedagógicos traçados para o curso, preenchendo plenamente as expectativas dos participantes, que manifestaram, sem exceção, o seu agradecimento e satisfação. Mais informação em www.embolution.com.br

Veja algumas imagens do Curso



O Dr. Nestor faz a abertura do Curso no Teatro do Hospital Santa Catarina.

Profissionais presentes durante o Curso Embolution 2006.


Médicos trabalham no laboratório experimental.


O Dr. Nestor com os Professores Convidados, Dr, Lohle da Holanda e Dr. Pelage da França durante a confraternização no Mosteiro de São Bento.










05/04/06
Novidades apresentadas no Maior Congresso de Radiologia Intervencionista

Entre os dias 29 de março e 4 de abril de 2006 teve lugar o Congresso Anual da Sociedade Americana de Radiologia Intervencionista – SIR, que nesta oportunidade ocorreu na belíssima cidade de Toronto no Canadá. O Dr. Nestor foi mais uma vez convidado para coordenar a sessão científica sobre embolização uterina que teve lugar no dia 30/04/06 e onde foram apresentados vários trabalhos científicos de importância para a embolização uterina. Veja dois importantes trabalhos apresentados:

1) Embolização de Miomas em Pacientes pós-Menopáusicas. Este trabalho foi apresentado pelo grupo da Universidade Northwestern de Chicago e avaliou o resultado da embolização de 24 mulheres com idade média de 52 anos e que estavam na menopausa porem continuando a apresentar sintomas importantes devido ao tamanho aumentado do útero. O estudo mostrou que a embolização foi tecnicamente bem sucedida em 100% dos casos e causou uma melhora clínica em 92% sem ser observadas complicações do procedimento. Este trabalho mereceu destaque da coordenação científica do congresso uma vez que deu indícios para mais uma utilidade da embolização uterina. O resumo de este trabalho pode ser encontrado como Abstract 107 no site www.SIRmeeting.org

2) Estudo compara a embolização uterina com vários tipos de tratamentos cirúrgicos evidenciando maior incidência de complicações graves nas pacientes submetidas à cirurgia. Este estudo foi realizado no Hospital Geral Scarborough de Toronto – Canadá, comparando 313 pacientes que foram tratadas com cirurgia (194 histerectomias abdominais, 47 miomectomisas, 30 histerectomias vaginais e 42 histerectomias videolaparoscópicas) com 65 pacientes que realizaram embolização uterina num período de 2 anos (2003-2004). A média de estadia hospitalar foi de 3,5 dias no grupo de pacientes submetidas a cirurgia contra 1,2 dias daquelas que fizeram embolização. Houve 20 casos (6,3%) de complicações graves no grupo cirúrgico que incluíram morte, perfuração intestinal e anemia. Não houve complicações nas pacientes tratadas com embolização. Houve três casos de embolia pulmonar no grupo cirúrgico e nenhum no grupo embolizado. Houve 27 casos (10,5%) de infecção no grupo cirúrgica e nenhum no grupo embolizado. O resumo de este trabalho pode ser encontrado como Abstract 146 no site www.SIRmeeting.org


















28/03/06 Artigo publicado na Folha de São Paulo e comentário do Dr. Néstor.



SAÚDE

Custo alto de tratamento alternativo de doença em órgão faz com que paciente de baixa renda se sujeite a riscos de morte e infecção

Mulher pobre retira mais o útero, diz estudo
CLÁUDIA COLLUCCI
DA REPORTAGEM LOCAL

Quanto menor a renda familiar e o grau de escolaridade da mulher, maior é a chance de ela passar por uma histerectomia (retirada do útero) na rede pública, revela um estudo do Instituto de Medicina Social da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).
No SUS, a histerectomia é a segunda cirurgia mais freqüente entre as mulheres em idade reprodutiva, só perdendo para as cesáreas. Em 2005, foram feitas 112,2 mil retiradas de útero, ao custo de R$ 67,5 milhões. Os sistemas privado e suplementar de saúde não têm esses dados.
No estudo da Uerj foram avaliadas 1.945 mulheres, entre 25 e 60 anos, que retiraram o útero por causas benignas (miomas e sangramentos, principalmente). Essas situações respondem por 90% das histerectomias no país. Segundo os médicos, muitas delas poderiam ser tratadas com técnicas capazes de preservar o órgão da mulher, mas que não estão disponíveis no serviço público em razão do alto custo.
Os riscos de morte (seis a cada dez mil, em indicações benignas) e de infecções pós-cirúrgicas já justificariam um maior critério na indicação da cirurgia, avalia a médica Renata Aranha, professora de ginecologia da UERJ e que fez o estudo para a tese de doutorado.
Para ela, grande parte das histerectomias feitas no país são desnecessárias. "As mulheres pobres estão mais expostas, porque não têm escolha, não podem ouvir segundas opiniões."
No estudo de Aranha, a taxa de histerectomias entre as mais pobres (menos de três salários mínimos) foi duas vezes e meia maior em relação ao grupo com renda per capita acima de seis salários mínimos. Entre as menos escolarizadas (primeiro grau incompleto), a prevalência foi quase quatro vezes maior em comparação ao grupo com ensino superior.
O ginecologista Marcos de Lorenzo Messina, do grupo de miomas do Hospital das Clínicas de São Paulo, também acredita que haja um excesso nas indicações de histerectomias no serviço público. "Os gestores querem resolver o problema a curto prazo, tirar a mulher da fila. As mais esclarecidas não aceitam a indicação de retirada do útero, procuram uma segunda opinião e podem arcar com outros tipos de tratamento."
Não é o que acontece com a mulher pobre. Um tratamento alternativo para alguns casos de miomas, chamado de embolização, custa entre R$ 10 mil a R$ 15 mil e não está disponível no SUS.
Para o controle dos sangramentos uterinos intensos, muitas mulheres poderiam poupar seus úteros com o uso de um dispositivo intra-uterino (DIU) com progesterona, que custa entre R$ 500 e R$ 600 e que também não é ofertado pelo governo federal.

Rede Privada
A indicação desnecessária de histerectomias não está restrita aos serviços públicos e também acontece no sistema privado de saúde por desconhecimento ou relutância do médico em adotar novos procedimentos, afirma o ginecologista Claudio Basbaum, do Hospital São Luiz.
"Muitos médicos preferem a forma mais simplista [de extirpar o útero]. Ainda têm a mentalidade de 40 anos atrás quando se pensava que o útero só serve para gerar o bebê e dar câncer", diz ele, idealizador da campanha "Mulheres, salvem seus úteros."
Nela, o médico defende que as mulheres que receberem diagnóstico de retirada de útero busquem outras opiniões médicas antes de aceitarem a histerectomia. Ele afirma que sete em dez mulheres que atendem com indicação cirúrgica acabam tendo o problema resolvido por meio de técnicas menos invasivas.
Para Manoel Girão, chefe do departamento de ginecologia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), já houve excesso de histerectomias no passado, mas, atualmente, há uma diminuição na freqüência. "Mas há situações que poderiam ser evitadas."

Negras
A médica Fátima Oliveira, secretária-executiva da Rede Feminista de Saúde, lembra que a incidência de histerectomias entre as negras é cinco vezes maior do que entre as brancas. Uma das razões apontadas por estudos científicos é que as afro-descendentes têm mais miomas do que as brancas por fatores genéticos.
Em 2002, a pesquisadora Vera Cristina de Souza, em sua tese de doutorado pela PUC-SP, acompanhou a via-sacra das mulheres negras portadoras de miomas em busca de um tratamento.
Em geral, o motivo alegado pelos médicos para a indicação de histerectomia era a gravidade do quadro clínico, atribuída ao fato de as mulheres terem abandonado o tratamento médico e à baixa freqüência às consultas.
Para Fátima Oliveira, as negras têm mais dificuldades de acesso aos serviços públicos de saúde e a tratamentos menos mutiladores.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2703200611.htm


PERSONAGEM

Dentista foi a 14 médicos para não perder o órgão
DA REPORTAGEM LOCAL

Inconformada com a indicação de histerectomia, a dentista Victória Regia Tappis Alberto, 30, passou por 14 especialistas em busca de um tratamento que evitasse a retirada do seu útero.
Ela tinha um mioma de 630 gramas e 13 dos médicos particulares consultados disseram que a histerectomia era necessária. Leia trechos de seu depoimento.

"Há quatro anos, percebi um caroço quando apalpava a barriga. Não tinha hemorragia, cólica ou dor. Fui ao ginecologista e descobri um mioma de 630 gramas no útero. De cara, o médico indicou uma histerectomia. Fiquei assustada. Tinha 26 anos e planejava ter filhos.
Aí começou minha via-sacra. Em um ano e meio fui a 14 médicos. Alguns diziam: "se quiser um bebê, adote" . Até que achei um ginecologista que me deu esperança. Indicou uma embolização, que fez com que o mioma diminuísse 200 gramas.
Também tomei injeções de hormônio, que pararam a menstruação. Depois foi feita uma miomectomia, o mioma foi retirado, e o útero, preservado. Foi uma alegria muito grande poder ficar com ele. Agora, vou curtir a lua-de-mel [ela se casou em 2005] e, mais para frente, me planejar para ser mãe."
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2703200612.htm


"Critério técnico define cirurgia"
DA REPORTAGEM LOCAL

O Ministério da Saúde admite a possibilidade de haver uma superindicação de histerectomias no país, mas diz que as cirurgias são realizadas com base em critérios técnicos -exames de imagem e de sangue-, tanto no sistema público quanto no suplementar de saúde.
Segundo Ziani Cezimbra, da área técnica da saúde da mulher do ministério, a pasta está realizando um levantamento sobre a incidência das histerectomias, especialmente em relação à mulher negra. A partir desses dados, serão estudadas ações que possam evitar a retirada desnecessária do útero, entre elas, o oferecimento de novas tecnologias no SUS.
Questionada sobre o motivo da não-oferta do DIU de progesterona e da embolização na rede pública, Cezimbra diz que os tratamentos ainda não têm comprovação científica. O ginecologista Marcos Messina, do grupo de miomas do HC, está convencido de que os tratamentos podem ser eficazes -o hospital já fez 200 procedimentos de embolização.
Ziani Cezimbra lembra que existem outras técnicas disponíveis no SUS, como a histeroscopia e a laparoscopia, que podem ser usadas em situações específicas.
Para ela, as mulheres pobres acabam sendo mais histerectomizadas porque, em geral, chegam ao sistema público com a doença em grau mais avançado.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2703200613.htm

Comentário do Dr. Néstor Kisilevzky

São Paulo, 28 de Março de 2006.

Congratulo-me com a matéria intitulada “Mulher pobre retira mais útero, diz estudo” publicada no Caderno Cidade no dia 27/03/06. Como médico especialista em Radiologia Intervencionista dedicado ao tratamento dos miomas uterinos pela técnica de embolização, não posso resistir a possibilidade da fazer algumas correções e tecer comentários adicionais sobre este assunto.
A matéria reflete de forma clara a realidade das mulheres que dependem exclusivamente do sistema público de saúde. Porem, o abuso na indicação para fazer histerectomia não é uma exclusividade da mulher pobre. Um levantamento feito da minha atividade de consultório particular mostrou que em dois anos fui consultado por 320 mulheres que desejavam informação sobre tratamento de miomas. Todas elas pagaram a consulta no valor de $R 200,00. Entre essas, 302 (94%) já tinham passado por pelo menos um ginecologista e obtiveram a indicação de fazer algum tipo de tratamento, sendo que em 247 mulheres (77%) tinha sido indicado a histerectomia. Diferentemente, a minha avaliação considerou desnecessário qualquer tipo de tratamento em 141 (44%) e somente concordei com a possibilidade de histerectomia em 27 mulheres (8,4%).
Se no sistema público de saúde a escusa é a indisponibilidade de recursos tecnológicos, qual é o motivo que leva ao exagero na indicação de histerectomias em mulheres com condições a aceder à medicina de ponta? Uma pergunta cuja resposta pode ultrapassar questões éticas e transformar-se num dilema corporativo. É evidente que médicos ganham mais quando indicam procedimentos cirúrgicos realizados por eles mesmos que quando desaconselham o tratamento ou encaminham as pacientes para outros especialistas. A utilização de argumentos “terroristas” é comum para forçar à mutilação; “o mioma vai virar câncer”, ‘você vai nunca engravidar”, “você pode morrer de hemorragia”, “a histerectomia vai melhorar a tua vida sexual” e outros são alguns dos comentários que as pacientes referem ter ouvido em consultórios de ginecologia.
Esta realidade também não é exclusiva da mulher brasileira, mas ocorre no mundo inteiro. Inúmeras matérias foram já publicadas na imprensa internacional abordando este assunto e chamo a atenção para o artigo publicado no THE WALL STREET JOURNAL de 24 de Agosto de 2004 sob o título “Ginecologistas amiúde não citam procedimento menos invasivo para tratar fibromas” que pode ser acessada em http://webreprints.djreprints.com/1202630411278.html
No artigo publicado na Folha sob o título “Critério técnico determina cirurgia” chama também a atenção o comentário da funcionária da área técnica da saúde da mulher do Ministério da Saúde que em relação a embolização afirma, segundo a reportagem, “......os tratamentos ainda não têm comprovação científica que justifique a sua implantação”. Essa afirmação denota uma profunda ignorância ou no mínimo, um enorme desinteresse pela atualização científica.
Desde a publicação do primeiro artigo científico sobre embolização de miomas na prestigiosa revista The Lancet em 1995 (Arterial Embolisation to Treat Uterine Myomata. Lancet 1995; 346:671-672), centenas de artigos foram sendo sucessivamente publicados na literatura médica estimando-se que ate o momento mais de 200.000 casos de mulheres tratadas com embolização têm sido reportados ao redor do mundo. Entre essas, destaca-se a atual Secretária de Estado Americana Condoleezza Rice que em Novembro de 2004 passou por uma embolização uterina na Universidade de Georgetown em Washington, fato que oportunamente foi amplamente divulgado pelos meios de informação pública, inclusive pela Folha de São Paulo em 20/11/04.
Até o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas afirma que a embolização, não só é um método eficiente para controlar os sintomas dos miomas, mas também permite a possibilidade de futura gravidez. (http://www.ourgyn.com/article_retrieve_printer.php?articleid=38)

A argumentação de haver falta de comprovação científica ou, similarmente, de ser um método experimental tem sido também motivo de negação de cobertura por parte de algumas operadoras de planos de saúde do setor privado. Recentemente fui consultado por uma paciente jovem residente de Proto Alegre (RS) que requeria de tratamento para os seus miomas. Por ser jovem e nunca antes ter engravidado indiquei a embolização como melhor alternativa. Entretanto, o seu convênio UNIMED negou a cobertura argumentando se tratar de um método experimental. A paciente, em posse de farta informação científica, recorreu à justiça e conseguiu uma liminar obrigando o plano de saúde a outorgar cobertura integral para o procedimento de embolização.

É compreensível, na visão das empresas de saúde privada bem como dos administradores da saúde pública, o temor de elevação dos custos que provoca a aquisição de novas tecnologias médicas. Mas no caso do tratamento de miomas, vários estudos científicos foram já publicados demonstrando que a embolização pode constituir-se numa alternativa mais barata quando comparado com a histerectomia. Saliente-se que as mulheres tratadas com embolização retomam as suas atividades integrais muito antes que aquelas submetidas à cirurgia convencional. Possibilitar uma pronta retomada da atividade produtiva individual é seguramente uma das maiores vantagens da tecnologia aplicada à saúde da mulher.


Prof. Dr. Nestor Kisilevzky
Mestre em Cirurgia – UNICAMP
Médico Especialista em Radiologia Intervencionista – AMB
www.webmioma.com.br - drnestor@webmioma.com.br



















15/11/05 Palestra do Dr. Nestor em Montevidéu


A convite da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Uruguai o Dr. Nestor participou do XIV Congresso Uruguaio de Ginecologia e Obstetrícia que aconteceu entre os dias 9 e 12 de Novembro de 2005 no Radisson Vitória Plaza Hotel da cidade de Montevidéu. Nessa oportunidade o Dr. Nestor fez uma conferencia sobre Embolização Uterina e respondeu as perguntas dos ginecologistas uruguaios. O Dr. Nestor foi também convidado pelo Dr. Ariel Duran, Médico Intervencionista do Hospital Universitário de Montevidéu para realizar demonstrações da técnica de embolização, realizando procedimentos em duas pacientes uruguaias que foram assistidas pela equipe de ginecologistas do Hospital das Clínicas.

Veja Imagens de Montevidéu.






Com o Dr. Ariel Duran, o Dr. Nestor realizou duas embolizações uterinas no Hopsital

Universitário de Montevidéu.


De esquerda a direira: o Dr. Ariel Duran, o Dr. Nestor e os ginecologistas Dra. Mary

Nela Santos e Víctor Machin.





Apresentação do Dr. Nestor no Congresso Uruguaio de Ginecologia.


















01/11/05 Curso de Treinamento Médico Organizado pelo Dr. Kisilevzky em Campinas

 

 


Enorme sucesso do curso EMBOLUTION em Campinas.

Nos dias 28 e 29 de outubro de 2005 teve lugar o 1o Curso de Treinamento Médico sobre Técnicas de Emboloterapia – EMBOLUTION 2005 - na Cidade de Campinas sob a organização do Centro Radiológico Campinas e coordenação geral do Dr. Nestor Kisilevzky.

Participaram do Curso, 47 médicos que vieram de várias capitais brasileiras como Manaus, Belém, Vitória, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre e de outras cidades do interior além de colegas de Montevidéu em Uruguai e Lima no Peru.

No primeiro dia o Curso aconteceu no Salão No0bre do Hospital Vera Cruz e foi de cunho teórico, sendo abordados temas gerais sobre embolização bem como discutidas todas as aplicações clínicas da emboloterapia. Para isto foi convidado um grupo de Professores de indiscutível renome entre os que se destacam o Professor Renan Uflacker que é chefe do Serviço de Radiologia Intervencionista da Universidade de Carolina do Sul em Charleston – USA.

Também houve uma demonstração da técnica de embolização uterina transmitida “ao vivo” desde a sala de procedimentos para o salão nobre que foi conduzida com sucesso pelo Dr. Nestor Kisilevzky.

Para finalizar a jornada todos os participantes compartilharam um jantar de confraternização que contou ainda, com a apresentação sobre “Estratégia de Marketing” realizada pelo Sr. Celso Skrabe, Presidente da Associação Brasileira de Marketing em Saúde.

No segundo dia do curso teve lugar a parte prática no Laboratório do Núcleo de Cirurgia Experimental da UNICAMP onde duas estações de trabalho com arco cirúrgico foram montadas com vários animais disponibilizados para experimentação de material e técnicas de embolização.

Os objetivos educacionais traçados para o curso foram integralmente alcançados, preenchendo-se plenamente as expectativas dos participantes, que manifestaram, sem exceção, o seu agradecimento e satisfação.

Vários outros cursos similares serão programados para acontecer em 2006.

 

VEJA IMAGENS DO EMBOLUTION 2005


 

Médicos assistem às conferências no Salão Nobre do Hospital Vera Cruz em Campinas

durante o Embolution 2005.

 


O Dr. Néstor Kisilevzky e o Convidado, Dr. Renan Uflacker apresentam durante o Curso

Os Doutores Néstor Kisilevzky e Alexandre Borges conduzem os trabalhos.


O Dr. Nestor e o Dr. Renan durante o Embolution 2005.



No jantar de confraternizaçao o Dr. Nestor apresenta o Convidado Sr. Celso Skrabe.





Imagens do Laboratório do Núcleo de Cirurgia Experimental da UNICAMP.

 




















23/06/05

 

 

 









25/06/2005
Simpósio Internacional em Campinas

Foi um grande sucesso o Simposio Internacional sobre Embolização Uterina que teve lugar no Salão Nobre do Hospital Vera Cruz no dia 24 de Junho de 2005. Organizado pelo Centro Radiológico Campinas e com a coordenação do Dr. Nestor Kisilevzky, estiveram presentes mais de 60 médicos do interior de São Paulo que assistiram as palestras proferidas pelos convidados estrangeiros, Dr. Paul Lohle e Dr. Peter Focco Boekkoi do Hospital St. Elizabeth Zeikenhuis da cidade de Tilburg na Holanda. Alem das brilhantes apresentações e da discussão geral, mais uma vez o Dr. Nestor fez uma demonstração "ao vivo" da técnica de embolização transmitida desde o centro cirúrgico do Hospital Vera Cruz.

Veja fotos do evento.

O Dr. Nestor Kisilevzky durante a condução dos trabalhos

 

Dr. Alexandre Borges apresentando a sua experiência com a ressonância magnética.


Dr. Peter Focco Boekkoi, Ginecologista holandês durante uma das suas apresentações.

 

Dr. Paul Lohle – Especialista em Radiologia que veio da Holanda para o Simpósio.

 

Mais de 60 médicos estiveram presentes no Simpósio Internacional.

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Os participantes tiveram oportunidade de assistir o Dr. Nestor fazendo um procedimento "ao vivo".

 

“Atualização no Tratamento da Miomatose Uterina: Embolização”
Data: 24 de Junho de 2005 das 09:00 as 13:00 horas
Local: Salão Nobre do Hospital Vera Cruz
Rua 11 de Agosto 495 – Campinas

Convidados
Dr. Paul Lohle – Especialista em Radiologia
Dr. Peter Focco Boekkoi – Especialista em Ginecologia
Hospital St. Elizabeth Zeikenhuis – Tilburg – Holanda

Organização
Centro Radiológico de Campinas
Hospital Vera Cruz

Coordenação
Dr. Francisco Prota
Dr. Alexandre Borges
Dr. Nestor Kisilevzky

Programa Preliminar

09:00 – 09:05 Apresentação.Dr. Prota
09:05 – 09:10 De Ravina a Condoleezza: 10 anos de embolização uterina.Dr. Kisilevzky
09:10 – 09:30 Imagem associada à Miomatose uterina. Dr. Borges
09:30 – 09:50 Seleção de pacientes: embolização, histerectomia ou miomectomia.Dr. Focco Boekkoi
09:50 – 10:10 Aspectos técnicos relacionados à embolização uterina.Dr. Lohle.
10:10 – 10:30 Resultados da embolização uterinaDr. Focco Boekkoi
10:30 – 10:50 Coffe Break
10:50 – 11:00 Abordagem em situações especiais.Dr. Lolhe.
11:00 – 11:20 Como desenvolver um programa de embolização. A experiência de Tilburg.Dr. Focco Boekkoi / Dr. Lolhe.
11:20 - 11:30 A experiência no Brasil.Dr. Kisilevzky
11:30 – 12:00 Discussão – Perguntas e respostas
12:00 Almoço de confraternização. Demonstração simultânea da técnica de embolização com transmissão ao vivo.

INSCRIÇÃO GRATUITA PELO TELEFONE: 019,32310877 ou 37343196
















23/05/2005
Dr. Nestor Kisilevzky faz conferência sobre Embolização Uterina e Demonstração da Técnica para Ginecologistas de Passo Fundo - RS.

Nos dias 20 e 21 de Maio de 2005 o Dr. Kisilevzky este na cidade de Passo Fundo – RS a convite dos Doctores Luis Langer e Tadeu Pereira para proferir uma conferência sobre Embolização Uterina para médicos da região. Na oportunidade mais de 40 ginecologistas locais tiveram a oportunidade de conhecer e discutir com o Dr. Nestor todos os aspectos relacionados com esta técnica. No sábado pela manha o Dr. Nestor e o Dr. Luis Languer fizeram um procedimento de embolização perante um grande grupo de ginecologistas que presenciavam no local.


Veja Materia publicada no Jornal "O Nacional" de Passo Fundo












23/04/2005
Dr. Nestor Kisilevzky faz conferencia sobre Embolização Uterina no III Congresso Norte de Ginecologia e Obstetricia.

Mais de 200 ginecologistas do norte do Brasil tiver a oportunidade de ouvir a conferencia do Dr. Nestor sobre embolização uterina realizada por ocasião do III Congresso Norte de Ginecologia e Obstetricia na Cidade de Belém no Para. Durante esta sessão os colegas ginecologistas tiveram aoportunidade de fazer perguntas e esclarecer as dúvidas. O Dr. Néstor esteve acompanhado pelo Dr. José Antonio Brito, único radiologista do Norte capacitado e treinado para realizar a técnica de embolização uterina.


 











18/04/2005
Dr. Nestor Kisilevzky participa de Eventos Internacionais no primeiro semestre de 2005.

Mais uma vez o Dr. Nestor Kisilevzky foi convidado para palestrar e demonstrar toda a sua experiência na área de embolização uterina em congressos médicos internacionais já no começo de 2005.

Nos dias 14 a 16 de Março o Dr. Nestor esteve em Buenos Aires durante o Simpósio Internacional conhecido como SIMI2005 (Semana do Intervencionismo Minimamente Invasivo) organizado pela Clínica Eneri do prestigiado Dr. Pedro Lylyk. Na ocasião o Dr. Nestor proferiu uma palestra intitulada “Embolização uterina: antes e depois de Condoleezza Rice” que mereceu grandes elogios por parte dos congressistas presentes, muitos dos quais pertencem à área ginecológica. Alem da palestra de 40 minutos o Dr. Nestor respondeu sem hesitação todas as perguntas elaboradas por um painel composto por quatro ginecologistas de elevado renome na Argentina demonstrando toda a sua solidez e conhecimento profundo no tema.
Após a palestra o Dr. Nestor foi conduzido para o Centro Cirúrgico da clínica Fleni onde realizou uma embolização uterina que foi transmitida “ao vivo” para o auditório do Congresso onde mais de 300 médicos puderam acompanhar o procedimento e realizar perguntas de forma interativa.
Também houve um grande interesse dos meios de comunicação local que fizeram entrevistas com o Dr. Nestor por indicação do Dr. Lylyk que considerou esta participação como um dos destaques da semana científica que organizou.

O Dr. Nestor Kisilevzky durante conferencia em Buenos Aires.
 
O Dr. Nestor Kisilevzky em companhia do Presidente do Congresso Professor pedro Lylyk
O Dr. Nestor Kisilevzky responde perguntas do painel de ginecologistas
 
O Dr. Nestor Kisilevzky realiza procedimento de embolização uterinana Clinica Flenni em Buenos Aires para mais de 300 médicos que assistiram "ao vivo"

 

Entre os dias 31 de Março e 4 de Abril teve lugar na Cidade de New Orleans o Congresso Anual da SIR (Society of Interventional Radiology), maior congresso mundial de Radiologia Intervencionista que agrupa ao redor de 5000 profissionais do mundo. Pelo terceiro ano consecutivo o Dr. Nestor foi o único médico latino-americano convidado pela organização para palestrar e coordenar atividades científicas relacionadas com a embolização uterina. Este ano teve sobre a sua responsabilidade a condução de uma oficina de trabalho (workshop) para quase 100 participantes que teve como objetivo o esclarecimento de duvidas e elaboração de conceitos para aplicação clínica da embolização uterina. Durante o Congresso da SIR o Dr. Nestor foi o coordenador de uma das sessões científicas onde foram apresentados trabalhos sobre embolização uterina originados em vários paises como EUA, Canadá, França, Holanda, Alemanha, Japão e Coréia.

O Dr. Nestor Kisilevzky durante o congresso da SIR em New Orleans em companhia dos organizadores.  


Também em abril, entre os dias 14 e 16, o Dr. Nestor esteve em Lisboa convidado para palestrar no Curso de Pós-graduação sobre Radiologia Intervencionista organizado pelo Professor Doutor João Martins Pisco da Universidade Nova de Lisboa. Nesta oportunidade o Dr. Nestor ministrou uma aula sobre embolização uterina e respondeu inúmeras perguntas elaboradas pelos participantes. No dia seguinte, em companhia do Professor Pisco, operou uma paciente portuguesa no Hospital São Luiz de Lisboa que foi transmitida “ao vivo” através de circuito interno de TV. O procedimento ocorreu de forma normal e os médicos portugueses tiveram a oportunidade de assistir e tirar as dúvidas de forma interativa.

 

IMAGENS DE LISBOA

Com o Professor João Martins Pisco

Durante a apresentação sobre embolização uterina





Durante a realização do procedimento com o Professor Pisco, a paciente e a equipe de Médicos, Enfermeiras e Técnicos do Hospital São Luiz de Lisboa.

 














03/01/2005
Gravidez é possível após embolização de miomas uterinos!


Um estudo publicado no fascículo de Janeiro da revista Obstetrics & Gynecology confirmou a possibilidade de preservar a fertilidade após o tratamento de miomas feito pela técnica de embolização. O Colegio Americano de Obstetrícia e Ginecologia informou em seu sitio em Internet o reconhecimento ao valor deste trabalho. O estudo conduzido pela epidemiologista Gaylene Pron da Universidade de Toronto no Canadá agrupou uma população de 555 mulheres com idades entre 27 e 42 anos. Embora o estudo não fora idealizado para investigar o impacto do tratamento sobre a fertilidade os pesquisadores observaram que 21 mulheres ficaram grávidas sendo que três delas duas vezes. Veja o reporte original e o link para o trabalho.

ACOG NEWS RELEASE
For Release: December 29, 2004
Contact: ACOG Office of Communications
(202) 484-3321
communications@acog.org
Pregnancy Possible After UAE
Washington, DC -- A study published in the January issue of Obstetrics & Gynecology indicates that pregnancy is possible for women who undergo uterine artery embolization (UAE) treatment for problem fibroids. Due to abnormal placental development in a few of the pregnancies, however, researchers suggest that post-UAE pregnancies be managed conservatively and that the condition of the placenta be closely monitored during pregnancy.
Fibroids are benign tumors of the uterus that affect up to one-fourth of all women. UAE is a newer treatment option available for women whose fibroids cause symptoms such as pain or heavy bleeding and who wish to preserve their uterus or avoid surgery to remove fibroids (myomectomy). During this non-surgical radiological procedure, small particles are inserted into arteries to block the blood supply feeding fibroids, causing them to shrink.
Medical groups such as ACOG do not currently recommend UAE for women who may wish to get pregnant, due to the lack of studies on women's ability to conceive or carry a pregnancy following UAE. However, in a study of 555 women between the ages of 27 and 42 who underwent UAE as an alternative to hysterectomy (part of the Ontario Uterine Fibroid Embolization Trial), Canadian researchers made an interesting discovery. Although the study was not intended to examine UAE's effect on pregnancy, researchers discovered that 21 of the women subsequently conceived, three of them twice. Eighteen of the women (average age 36) went on to deliver babies, mostly at term. There were six spontaneous or elective abortions in the group. Researchers were surprised by the relatively high number of problem placenta cases (3 out of 18 deliveries), one of which resulted in a hysterectomy. Study authors call for larger prospective studies to examine the impact of UAE on fertility and pregnancy.
Contact: Gaylene Pron, PhD, Epidemiologist, Dept. of Public Health Sciences, Faculty of Medicine, University of Toronto, Ontario, at g.pron@utoronto.ca.

Pregnancy After Uterine Artery Embolization for Leiomyomata: The Ontario Multicenter Trial
Gaylene Pron, PhD, Eva Mocarski, MD, John Bennett, MD, George Vilos, MD, Andrew Common, MD, and Leslie Vanderburgh, MD,
for the Ontario UFE Collaborative Group

Obstet Gynecol 2005;105:67–76.











05/12/2004
Saiu na Imprensa Americana




GETTING BETTER
Finding a treatment for fibroids
A surgical procedure, recently performed on Condoleezza Rice, minimizes tumors.

By Jacqueline Stenson
Special to The Times
November 29, 2004

When Patricia Caudle first began noticing that her menstrual periods were abnormal, she "just dealt with it." But after they began substantially interfering with her quality of life, she knew she needed help. The severe pain, irregularity of her monthly cycles and the unexpected and prolonged bleeding she experienced were causing difficulties at work — she sometimes had to dash out of meetings or go home early. And her social life was suffering. She was bailing out on engagements with friends and missing church and community theater activities. During an exam, Caudle, a human resources manager at a Los Angeles law firm, says her gynecologist noticed that her abdomen was unusually hard. MRI and ultrasound scans revealed that she had several large fibroids, masses that were equivalent in size to two big grapefruits. Fibroids are benign tumors that develop in the walls of the uterus. It's not clear how many women in the United States have fibroids, though it's estimated they may occur in up to three-fourths of American women, most of whom do not need treatment. But many women with severe symptoms do seek treatment, such as Secretary of State nominee Condoleezza Rice, who on Nov. 19 underwent a procedure known as uterine fibroid embolization, a relatively new minor surgery.
Studies suggest that 20% to 40% of women of reproductive age have fibroids that cause symptoms such as heavy bleeding, pelvic and back pain, fertility problems, frequent urination and constipation. Doctors don't know exactly why fibroids develop, although estrogen appears to promote the growth of these noncancerous tumors. Fibroids generally shrink after menopause, when estrogen production declines. In preparation for a procedure to treat the fibroids, Caudle received several months of hormone injections to
send her body into a menopausal state in an effort to reduce the size of her fibroids. But the tumors didn't seem to budge, and Caudle suffered hot flashes and night sweats, common menopausal symptoms that only added to her misery.
At the time, she was also taking iron supplements to treat her anemia. Caudle had considered having a hysterectomy, the removal of the uterus and the only guaranteed cure. She had also weighed a more conservative choice known as myomectomy, a procedure in which fibroids are surgically cut out of the uterus. But concerned about undergoing major surgery, Caudle decided on uterine fibroid embolization, also known as
uterine artery embolization, a newer, less invasive approach. During the procedure, a radiologist makes an incision in the groin and, using a special dye and X-ray imaging
for guidance, threads a catheter into the main uterine artery. Beads the size of grains of sand are then released to block the blood vessels that nourish the fibroids.
"The fibroids shrink and die over time," says Dr. Victoria Marx, an interventional radiologist at USC's Keck School of Medicine in Los Angeles, who treated Caudle in October 2002. During the procedure, Caudle received intravenous sedation, which made her sleepy but allowed her to remain conscious. She stayed in the hospital two days and didn't feel completely recovered until about seven weeks later. Many patients, however, are back to normal within a couple of weeks, Marx says. Until recently, Caudle's periods remained erratic. "If I did bleed, it would be unannounced," she says. "Then I didn't have periods for a while. It got to the point that I didn't think I'd ever have one again. It's been within the last few months that I think things are back to normal."
Caudle's periods now last about five days, as before, and the bleeding on the first couple of days is still quite heavy. The cramps she experiences are less severe than before she underwent treatment for fibroids. "Now it's just your normal cramping," she says. "I can manage it." And her menstrual cycle is back on track; her periods arrive pretty much every 28 days. She's happily regained an active social life. Her energy is back and she's able to plan activities without worrying that she'll have to cancel at the last minute because of debilitating bleeding and pain. She knows that uterine fibroid embolization isn't always a permanent cure. About 20% to 25% of patients will experience a recurrence at some point, says Marx, who underwent the embolization procedure for fibroids in 2001. But Caudle is hoping the effects of the procedure will carry her through to menopause. "They can always come back, but right now I'm comfortable," she says. "I'm not a nervous wreck at work anymore."

November 23, 2004

Treating Troubling Fibroids Without Surgery
By LAWRENCE K. ALTMAN
Condoleezza Rice, the national security adviser, shares at least one thing with millions of other American women: she had fibroids, benign tumors in the uterus that required treatment. Ms. Rice, the nominee for secretary of state, entered the hospital for an overnight stay last week to undergo a procedure - uterine artery embolization - that is rapidly becoming an alternative to major surgery for troublesome fibroids.
For most women, fibroids, consisting of muscle and fibrous tissue, are no bother. But for millions of others, fibroids can be so large (in some cases, the size of a melon) or so numerous that they cause discomfort, severe bleeding, anemia, urinary frequency and other symptoms.
What causes fibroids is unknown, although estrogen is known to promote their growth. More than one woman in five age 40 and older has the tumors, with higher rates among black women. For decades, major surgery - a hysterectomy to remove the uterus or a myomectomy to remove selected fibroids while leaving the uterus in place - was the main therapy for women whose symptoms were not controlled by oral contraceptives or other hormonal therapies. About 30 percent of the 600,000 hysterectomies performed in the United States each year are for fibroids.
With the introduction of technologies like ultrasound, C.T. scans, magnetic resonance imaging and new drugs, however, doctors have in recent years developed a number of alternative therapies.
This year in the United States, about 13,000 women are expected, like Ms. Rice, to choose the embolization technique, which is less invasive than surgery. French doctors first reported the embolization procedure in 1995. Since then, the number of the procedures has grown, in part because of direct-to-consumer advertising by interventional radiologists, who perform them. Embolization involves injecting pellets the size of grains of sand, made from plastic or gels, into uterine arteries to stop blood flow and shrink the tumors by starvation. The procedure is so named because the pellets are emboli, objects that lodge and stop blood flow. M.R.I. scans are often used to screen out fibroid patients
who are not candidates for the embolization procedure. In performing the procedure, interventional radiologists insert a thin tube into an artery in the groin and thread it up to the main uterine artery in the pelvis. A dye is injected that outlines the smaller arterial branches on an X-ray, producing a map that guides injection of pellets through the tube into the arteries that nourish the fibroids.
"Of the patients we see, at least a third have fibroids the size of an orange or larger," and the size does not influence the outcome of the procedure, said Dr. John H. Rundback, an interventional radiologist at Columbia University. The procedure, which may be painful, usually lasts 60 to 90 minutes. Most patients also experience intense pain for several hours afterward and stay overnight in the hospital. For some patients, the pain persists for
several days, or even two weeks. Surgery for fibroids requires a longer hospital stay.
Additional complications from the embolization procedure can include abscesses and other infections; heavy uterine bleeding; early menopause from the pellets damaging the ovaries; or destruction of the uterus, requiring emergency surgery.
Although the procedure is safe, "there are still significant uncertainties about the procedure, especially in terms of future fertility and long-term outcomes," said Dr. Evan R. Myers, chief of the division of clinical and epidemiologic research in Duke University's department of obstetrics and gynecology.
Judging the safety and effectiveness of embolization compared with to other therapies is hard because randomized controlled studies are lacking and because earlier studies did not report how different symptoms responded to different treatments, Dr. Myers said.
"It is amazing that for a condition as common as fibroids, that has such significant impact on reproductive-age women, there is not a lot of high-quality scientific evidence for many of the things that are done for fibroids," Dr. Myers said.
"There still is no gold standard randomized trial comparing embolization to the other interventions," he added. This is largely because patients and physicians have such strong preferences for one method or another that it is hard to recruit enough patients for clinical trials comparing the embolization procedure to hysterectomy, myomectomy, hormonal and other therapies. Dr. Myers directs a registry that the Society of Interventional Radiology has created to monitor the outcome of 3,000 women who have undergone the embolization procedure. He said that the effectiveness and complication rates for embolization seem comparable to surgery. But there is insufficient information to draw conclusions about the procedure's safety for women who desire to become pregnant, according to Dr. Myers, the interventional society and the American College of Obstetricians and Gynecologists. In very rare cases - less than 1 percent - fibroids are cancerous. The cancers usually develop among postmenopausal women and the embolization procedure is not recommended for that group. Biopsies are not routinely performed on fibroid patients before embolization, and even if they were done, biopsies would not be able to detect cancerous fibroids deep in the uterine muscle. So statistically, as more women undergo embolization procedures, the cancers are unlikely to be detected in the very few patients who have them. "That small risk has to go into the counseling before the embolization procedure," said Dr. Howard T. Sharp, chief of the general division of obstetrics and gynecology at the University of Utah.
Dr. Sharp said he believed that there were probably more cases of cancer than the single report in the medical literature, because doctors often "don't report the bad outcomes."
While some researchers are trying to study the embolization procedure further, others, like Dr. Elizabeth Stewart of the Brigham and Women's Hospital in Boston, are testing another fibroid treatment, the ExAblate 2000 System, that won approval from the Food and Drug Administration last month. The system, made by InSightec Ltd. of Israel, uses ultrasound to destroy the fibroids with heat and M.R.I. to map the uterine anatomy and monitor the degree of fibroid destruction from a repeated application of multiple
ultrasound waves on the tumor. The device centers the ultrasound waves similarly to the way a magnifying glass focuses light.
The patient remains in an M.R.I. machine for about three hours and then can go home. Initial studies found that serious side effects occurred in 2 percent of cases, compared with 13 percent among women who underwent a hysterectomy, Dr. Stewart said. Additional studies are being conducted at a small number of hospitals. The procedure is intended for women who have completed childbearing or who do not intend to become pregnant.












20/11/2004
Mulher forte da Administração Bush faz Embolização Uterina.



A recém designada Secretária de Estado norte-americano Condoleezza Rice de 50 anos de idade não pode acompanhar a comitiva do Presidente Bush na sua recente viagem para o Chile. Ela optou por ficar em Washintong para cuidar de um problema que vinha comprometendo a sua qualidade de vida: Miomas no Útero. Para evitar tratamnentos demorados e sofredores e com intuito de retomar rapidamente a ativa e ocupada rotina decidiu fazer a embolizaçào uterina. Para isto ingressou na Universidade de Georgetown no dia 19/11 quando foi submetida ao procedimento minimamente invasivo e recebeu alta no dia seguinte passando muito bem.

Fonte: Reuters
www.reuters.com/newsArticle.jhtml?type=topNews&storyID=6871263

Veja noticia elaborada pela CNN

Rice 'resting comfortably' after surgery
Expected to return to work on Monday

Friday, November 19, 2004 Posted: 4:07 PM EST (2107 GMT)

WASHINGTON (CNN) -- National security adviser Condoleezza Rice, President Bush's nominee to be the next secretary of state, is doing well after successful surgery, Jim Wilkinson, deputy national security advisor, told CNN Friday.
Rice is "out of surgery and resting comfortably after undergoing a successful uterine fibroid embolization at Georgetown University Hospital this morning," he said. "The minimally invasive procedure took an hour and a half and was performed by interventional radiologist James Spies."
"The procedure was complete at 10:15 a.m.," he said.
Rice will remain overnight in the hospital, returning home on Saturday. She is expected to return to work on Monday.
In a written release, Wilkinson said, "Fibroids are non-cancerous growths of the uterus that can cause abnormal uterine bleeding, pain and other symptoms. ... Fibroid embolization is a minimally invasive alternative to hysterectomy, which allows for a rapid recovery and control of symptoms."
Uterine fibroids are among the most common tumors in women, CNN's Sanjay Gupta said. They are not cancerous and typically are not dangerous.
About three-quarters of women have the tumors and don't know it, he said adding that larger fibroids can cause symptoms including pelvic pressure or pain, heavy menstrual bleeding, prolonged menstruation, incontinence, leg and back pain and in some cases infertility.
Gupta said embolization is the most common treatment for fibroids. It involves injecting a small particle into the artery that feeds the tumor to block its blood supply, which eventually kills the tumor.
Rice, 50, will not travel to Chile with President Bush for the Asia-Pacific Economic Cooperation summit this weekend, NSC spokesman Jim Wilkinson said.
Instead, Rice's top deputy, Stephen Hadley, will make the trip.
Bush has named Hadley to fill her post when she moves to the State Department.

CNN White House Correspondent Suzanne Malveaux contributed to this report.









19/11/2004
Reunião com Ginecologistas em Piracicaba.

Na noite de 18 de novembro o Dr. Nestor Kisilevzky esteve no auditório da Associação Paulista de Medicina (APM) de Piracicaba onde apresentou uma conferencia multimidia sobre embolização uterina para ginecologistas locais. Após a apresentação houve uma sessão de perguntas e respostas que sirviu para esclarecer e tirar as dúvidas dos quase 30 colegas reunidos no evento. Após a reunião houve um jantar de confraternização. O Jornal de Piracicaba entrevistou o Dr. Nestor e publicou materia sobre o evento em 20/11/04.
Esta foi mais uma iniciativa do Dr. Nestor de divulgar a técnica de embolização entre os profissionais do Interior Paulista.












12/11/2004

Dr. Nestor regressa da India após Palestrar em Congresso Internacional.


No dia 31 de outubro passado o Dr. Nestor Kisilevzky ministrou duas conferencias sobre embolização uterina como Professor Convidado do Congresso da Sociedade Asia-Pacífico de Radiologia Cardiovascular Intervencionista. Durante o congresso teve a oportunidade de mostrar a experiência brasileira e intercambiar informações com a comunidade médica internacional.
Mais uma vez ficou demonstrado a competência e idoneidade do Dr. Nestor que se constitui numa das maiores autoridades mundiais sobre a Embolização Uterin










12/11/2004
Leia materia Publicada no Jornal THE WALL STREET JOURNAL

24 de Agosto de 2004.

Tratamento Silenciado.
Ginecologistas amiúde não citam Procedimento Menos Invasivo para tratar Fibromas, Território de outros Especialistas.
Por KEVIN HELLIKER e LAUREN ETTER - Repórteres do THE WALL STREET JOURNAL

Centos de milhares de mulheres vão ao ginecologista todo ano com um problema comum chamado Mioma Uterino. Quando isto é severo, a maioria delas obtém a mesma recomendação: a histerectomia ou remoção do útero.

Em anos recentes, um procedimento menos invasivo, conhecido como embolização das artérias uterinas o EAU tem estado crescendo em popularidade. Todavia algumas pacientes e ate mesmo alguns ginecologistas, dizem que muitos ginecologistas não estão contando a seus pacientes sobre esta alternativa.

Um estudo apresentado num congresso médico em 2002 encontrou que de 100 pacientes de EAU no Hospital Memorial Noroeste de Chicago, 79 tinham sabido do procedimento através de uma fonte diferente do ginecologista. Um estudo da Escola de Medicina da Universidade de Yale em 2003 encontrou que 13 de 21 pacientes de EAU souberam do procedimento pela Internet.
“É triste” diz Juergen Eisermann, um ginecologista que é diretor médico do Instituto de Medicina Reprodutiva do Sul da Flórida. “Estamos fazendo um desserviço não mencionando todas as opções”.

Na grande maioria dos casos, a EAU traz alivio para os miomas uterinos, e tem um tempo de recuperação bem menor que a histerectomia. Estes tumores não são cancerosos, mas o seu crescimento pode ser debilitante. A EAU corta o suprimento de sangue para estes tumores, causando o seu encolhimento.

Alguns ginecologistas responsabilizam a falha para informar pacientes sobre EAU no fato que ginecologistas não realizam este procedimento. Ao invés, membros da especialidade conhecida como radiologia intervencionista fazem EAU. Quando ginecologistas perdem a chance de realizar uma histerectomia, eles também perdem aproximadamente $2000 em honorários que poderiam ter ganhado.

“Quando você esta sentada em um consultório ginecológico, e eles sabem que seu sustento depende do serviço que eles provêem, eles estão menos adeptos para te encaminhar para um outro especialista” diz Ruth Shaber uma ginecologista que dirige a saúde da mulher em Kaiser Permanente, na Califórnia do Norte, uma grande organização de proteção à saúde.

Ginecologistas nos EUA realizam ao redor de 200.000 histerectomias por mioma todo ano, significando que $400 milhões em honorários estão em jogo anualmente. Mulheres que podem ter problemas no útero quase sempre vão, ou são encaminhadas para ginecologistas, os profissionais médicos peritos no útero.

A EAU não é a solução perfeita. Não esta recomendado para mulheres que querem ter filhos. Estudos têm mostrado que tanto quanto 20% das pacientes que passam pela embolização voltam a padecer sintomas por mioma após três anos e o procedimento é muito novo para os médicos saberem se esta porcentagem irá subir com o tempo. “É difícil recomendar fortemente um procedimento sem informações em longo prazo” diz Howard Sharp, um ginecologista da Universidade de Utah que é vice-presidente do comitê de prática ginecológica do Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia.

Ao redor de 15.000 mulheres com miomas tem realizado EAU anualmente nos EUA. Mas não tem ouvido sobre EAU dos ginecologistas. “Meu ginecologista não disse uma palavra sobre EAU” diz Collette Styles, cujo sangramento intenso provocado por miomas fez ela visitar Thermutus McKenzie, um ginecologista de Atlanta. Depois que o Dr. McKenzie recomendou a histerectomia, diz a Sra. Styles, de 36 anos de idade, ela foi para a Internet e soube sobre a EAU. “Eu não queria que ninguém me cortasse. Eu não queria que ninguém tirasse o meu útero”, ela diz.
Depois de realizar a EAU em Janeiro, ela deixou o hospital no mesmo dia, portando um Band Aid. Ela voltou a trabalhar como aeromoça uma semana depois, livre de problemas por miomas, ela diz. Uma histerectomia teria encalhado ela por pelo menos oito semanas. O Dr. McKenzie não retornou as ligações ou requisição escrita para fazer comentários.

Alguns ginecologistas estão contando para seus pacientes sobre a EAU, e algumas pacientes escolhem a histerectomia mesmo depois de saberem sobre o outro procedimento. Mas os radiologistas intervencionistas e alguns ginecologistas dizem que a maioria das mulheres com miomas são candidatas para EAU e devem saber sobre isto.
"Se ginecologistas fizessem EAU, o procedimento seria realizado 100.000 vezes por ano”, ao invés de 15.000, afirma Robert Vogelzang, chefe de radiologia intervencionista do Hospital Northwestern Memorial em Chicago.

Miomas crescem no útero em aproximadamente a metade das mulheres, atingindo as de raça áfrico-americana com maior freqüência. A metade das vezes, não provocam sintomas e não requerem tratamento. Mas ignorar os miomas resulta impossível para 25% de todas as mulheres. Em estes casos, os miomas causam sangramentos que podem levar a anemia e outros problemas. A dor pode ser debilitante.

Tipicamente, os sintomas atingem a mulher entre os 35 e 50 anos. Ginecologistas comumente recomendam como primeiro passo, para estas mulheres tentarem tratamento não cirúrgico, tal como as pílulas anticoncepcionais para reduzir o fluxo menstrual. Mas estas medidas geralmente não funcionam por períodos longos e então, ginecologistas tipicamente recomendam uma cirurgia maior.

Para mulheres que querem preservar a possibilidade de dar a luz, ginecologistas tendem, todavia a recomendar outro procedimento, miomectomia, a remoção cirúrgica dos miomas individualmente, mas não do útero como um todo. A miomectomia realizada por ginecologistas pode ser uma cirurgia mais elaborada que a histerectomia, com maior perda de sangue e uma longa e mais difícil recuperação.

A histerectomia é o tratamento ginecológico standard para mulheres com miomas que não estão planejando ter filhos. Tipicamente realizada através do corte no abdome da paciente, coloca um fim permanente para os miomas de útero. Outra virtude da histerectomia é que reduz o risco de outras condições do útero, incluindo os raros casos de câncer. Mas a histerectomia é uma operação maior, requerendo de anestesia geral e os riscos que a acompanham incluindo reações alérgicas potencialmente fatais.

Recuperação rápida.
A EAU feita sob o menor risco da anestesia local envolve uma pequena incisão na virilha direita. Um cateter é introduzido dentro da artéria femoral e guiado para dentro da artéria uterina. Um agente embolizante, que funciona como uma pequena rolha, é injetado para cortar o fluxo de sangue para os miomas. O cateter é então retirado, deixando tipicamente só um corte na pele que é tampado com uma espuma de gel e coberto por um Band Aid. Os pacientes deixam o hospital ou clinica no mesmo dia. Muitos seguros e organizações de proteção à saúde agora cobrem EAU.

Embora poucas mulheres vão para cirurgia e perdem um órgão a EAU não esta livre de risco. Entre as mais de 40.000 mulheres que realizaram o procedimento em EUA desde 1996, sabe-se que quatro morreram de infecção ou outras complicações, de acordo com a Sociedade de Radiologia Intervencionista.
Mas quando comparado com a histerectomia, que em se é um procedimento de muito baixo risco, a EAU pode ter um menor índice de complicações, incluindo a morte. Um estudo da Universidade de Georgetown com 102 pacientes de EAU e 50 pacientes de histerectomias apresentado num congresso médico em 2003, encontrou que as pacientes de EAU tiveram a metade das complicações daquelas submetidas a histerectomia.

Esta é a informação que Angela Augustine-Daye diz desejar que seu ginecologista tenha dado para ela. Mas quando a Sra. Augustine-Daye, um detetive de policia em New Haven, Connecticut, de 40 anos de idade, visitou um ginecologista no último ano com dor e sangramento causado por miomas, ela diz que ele não mencionou EAU, mas recomendou histerectomia. Normalmente cética devido ao seu trabalho como detetive, a Sra. Augustine-Daye diz que simplesmente confiou no médico, Carl M. Cassin.
Depois de fazer a histectomia, a Sra. Augustine-Daye ficou infetada, quase morreu e perdeu um ano inteiro de trabalho. Somente depois da histerectomia ela soube sobre EAU. “Eu sinto uma espécie de culpa porque sou velha o suficiente para saber melhor, e eu meramente confiei nele” ela diz sobre o Dr. Cassin. O doutor não retornou as ligações ou requisição escrita para fazer comentários.

Muitos estados têm elaborado leis do, assim chamado, consentimento informado, requerendo que os médicos contem para os pacientes todas as “alternativas razoáveis” à cirurgia. Adicionalmente, as sociedades médicas tais como a Associação Médica Americana e o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia têm feito do consentimento informado a pedra fundamental dos seus códigos de ética.
Especialistas em ética médica e peritos legais dizem que o termo “alternativa razoável” é considerado por médicos como a liberdade de ter que mencionar sobre terapias caseiras e tratamento com ervas. Um procedimento recém inventado também não constituiria uma alternativa razoável, se existe, ainda, pouca pesquisa sobre o mesmo.

A associação de ginecologistas, conhecida como ACOG, declinou comentar se a EAU constitui uma alternativa razoável à histerectomia. A ACOG publicou um reporte em Fevereiro anunciando que a EAU efetivamente provoca alivio dos miomas com um baixo índice de complicações. Mas um panfleto desta organização sobre miomas foi enviado a pacientes fazendo nenhuma menção sobre EAU.
A sociedade diz que cada médico deve decidir se a EAU constitui uma alternativa razoável, “Dizer a eles que tipo de informação dão a seus pacientes – isto não estaria certo” Diz o Dr. Sharp da ACOG.
O porta-voz da ACOG sobre consentimento informado é Jeffrey L. Ecker, um ginecologista da Escola Médica de Harvard. “Se quer ou não que este procedimento específico tenha alcançado o ponto onde é reconhecido como alternativa depende do médico” diz Dr. Ecker. “Meu sentimento é que a EAU não tem alcançado este ponto” Ele diz que não tem estudado as pesquisas sobre o tema e não se especializa em tratar miomas.

Um ginecologista membro de Harvard toma uma posição oposta: Os pacientes devem ser informados sobre EAU . "Você deve absolutamente mencionar isto”, diz Elizabeth A. Stewart, diretor clínico do Centro de Miomas Uterinos do Hospital Brigham and Women's em Boston, que tem estudado sobre EAU e se especializa em tratar miomas. “Para muitas mulheres é uma opção razoável”.

Arthur Caplan, diretor de ética médica na Escola de Medicina da Universidade de Pensilvânia diz que é “obvio” que ginecologistas devem anunciar a disponibilidade da EAU para pacientes com mioma. Um ginecologista pode recomendar uma histerectomia ao invés, mas a paciente deve fazer a escolha informada, diz Dr. Caplan. "Quando uma especialidade médica legítima esta oferecendo uma alternativa que tem estado em volta por oito anos, você tem que contar a seus pacientes sobre isto”, ele diz.

A descoberta da EAU ocorreu por acidente em meiados dos ’90 da colaboração entre ginecologistas e radiologistas intervencionistas na França. Radiologistas gerais tradicionalmente tem obtido e estudado imagens antes e depois de cirurgias Radiologistas Intervencionistas são aqueles que tem ganhado habilidade adicional para usar a última tecnologia de imagem para fazer procedimentos e reparos minimamente invasivos, geralmente manipulando delicados cateteres através dos vasos sanguíneo. Ao longo do caminho, eles têm virado expertos em controlar sangramentos mediante a inserção de agentes bloqueadores nestes vasos.
Os ginecologistas franceses recrutaram radiologistas intervencionistas para embolizar as artérias uterinas semanas antes de uma miomectomia, para controlar o sangramento durante a cirurgia. Resultou que a embolização por se mesma dramaticamente contraiu os miomas, eliminando os sintomas. Palavras sobre este desenvolvimento espalharam-se rapidamente através do grupo de radiologistas intervencionistas. Em 1996, membros desta especialidade começaram a proporcionar este procedimento em EUA.

Muitos ginecologistas rapidamente formaram equipes com radiologistas intervencionistas em hospitais como a Cleveland Clinic. O procedimento funcionou bem, e noticias sobre o mesmo se espalharam na Internet. Um grande número de mulheres, enfrentando uma recomendação para histerectomia dos seus ginecologistas, souberam sobre EAU conectadas (no computador) e procuraram algum radiologista intervencionista.

Segunda opinião.
Muitas mulheres americanas estavam tendo uma segunda opinião sobre histerectomia por outras razões. Médicos realizam a cirurgia por miomas e outras condições ao redor de 650.000 vezes por ano em EUA, por uma taxa per-capita que é três ou quatro vezes mais alta que nos paises europeus. Embora estudos mostram que a indecência de complicações muito baixa, investigadores têm ligado a cirurgia com outros problemas, tais como depressão, disfunção sexual, ganho de peso, pressão sanguínea alta, e menopausa prematura.

Carla Dionne, 48, diz que visitou 16 ginecologistas de 1985 até 1998, esperando ouvir sobre uma alternativa à histerectomia como tratamento dos seus miomas de útero. O 17o sugeriu a EAU. Depois de fazer o procedimento, ela iniciou a Fundação Nacional Miomas Uterinos, uma organização sem fins lucrativos que oferece informação sobre histerectomia e suas alternativas.

O estímulo da investida na Internet ajudou radiologistas intervencionistas a conduzir estudos sobre EAU. Um estudo com 200 pacientes de EAU na Universidade de Georgetown, publicado no fascículo de Julio de 2001 do Obstetrics & Gynecology, encontrou melhora em 90% das pacientes após 12 meses. Houve somente um caso com uma complicação maior – uma embolia pulmonar, ou bloqueio, e foi resolvido com medicação.

Evan Myers, chefe de pesquisa clínica e epidemiológica no departamento de ginecologia e obstetrícia no Centro Médico da Universidade Duke, diz que radiologistas intervencionistas têm realizado assíduas pesquisas sobre EAU. “Eu fiquei impressionado que radiologistas intervencionistas fizeram o esforço de obter informação neste caminho” diz Dr. Myers. Após anos de estudo e copilando pesquisa sobre EAU, ele considera o procedimento uma alternativa viável à histerectomia.

Radiologistas Intervencionistas e alguns ginecologistas concordam que muitas mulheres podem se beneficiar das duas especialidades colaborando sobre EAU. Ginecologistas geralmente examinam a paciente antes e depois do procedimento. “Nos não conhecemos o sistema reprodutor tão bem quanto os ginecologistas conhecem” diz John Lipman, um radiologista intervencionista de Atlanta que tem realizado mais de 1.000 EAU. “Nos damos a bem-vinda ao seu envolvimento”. Um pequeno número de ginecologistas está tentando o longo e altamente especializado treinamento requerido para fazer EAU por eles mesmos.

Mas muitos ginecologistas permanecem em silencio sobre EAU. Em recomendação que Cindy Harding, na época 48, fosse submetida a histerectomia no último ano, Don Kratz de Springfield, Missouri, não mencionou a EAU. O Dr. Kratz diz em uma entrevista que ele não sabia se o seguro cobria o procedimento e que ele tinha ouvido que custa ao redor de $30,000.
Seguradoras geralmente cobrem EAU. E uma comparação de custo publicada este anos no periódico Radiology encontrou que a EAU custa ao redor de $6.800, incluindo hospital e honorários médicos, ou cerca de $1.000 a menos que a histerectomia.
Após saber sobre EAU na Internet, a Sra. Harding, uma executiva de um banco, teve o procedimento realizado por outro médico em Março do ano passado e tem estado livre de sintomas desde então.

Em 2003, Merrill Albert, acometida por sangramento e anemia, visitou uma ginecologista chamada Ruth Clemens no subúrbio de Atlanta. Depois que a Dra. Clemens diagnosticou miomas no útero, a ginecologista escreveu uma carta para o médico de cabeceira da paciente descrevendo como opções miomectomia e histerectomia. Perturbada com a idéia de fazer qualquer cirurgia a Sra. Albert, uma consultora de informática de 38 anos de idade foi para a Internet e soube sobre EAU. “Eu imaginei que a Dra. Clemens não tinha mencionado isto porque era contraria” diz a Sra. Albert.
Mas durante a sua visita seguinte com a Dra. Clemens, ela pediu para a Dra. Clemens repetir as opções frente a ela. A doutora disse miomectomia e histerectomia, diz a Sra. Albert.
"Então eu pergunte a ela sobre EAU” diz a Sra. Merrill. “E ela disse, “ ‘você não seria uma candidata para isto’ ”
"Eu sai andando de lá tão atordoada para perguntar por que ela não tinha dito nada sobre isto antes” diz a Sra. Albert. Em Outubro último, a Sra. Albert for submetida a EAU, realizada por um radiologista intervencionista e agora esta livre de sintomas.
A Dra. Clemens não retornou as ligações ou requisição escrita para fazer comentários.

Linda Bradley, uma ginecologista da Cleveland Clinic, tem encaminhado mais de 300 mulheres para radiologistas intervencionistas para EAU e diz que 70% das mulheres com sintomas de mioma são candidatas para este procedimento. “Eu estou completamente apaixonada com este procedimento” ela diz.
A Dra. Bradley reconhece, entre tanto, que muitos em sua especialidade não compartilham a sua visão. “Quando eu dou uma conferência sobre este procedimento para ginecologistas,” ela diz, “a minha piada clássica é que preciso vestir um colete a prova de balas”.
http://webreprints.djreprints.com/1202630411278.html


TEXTO ORIGINAL

August 24, 2004
Silent Treatment
Hysterectomy Alternative Goes Unmentioned to Many Women Gynecologists Often Don't Cite Less-Invasive Procedure To Treat Fibroid Tumors Bailiwick of Other Specialists
By KEVIN HELLIKER and LAUREN ETTER - Staff Reporters of THE WALL STREET JOURNAL

Hundreds of thousands of women go to gynecologists each year with a common condition known as uterine fibroid tumors. When it's severe, a majority of them get the same recommendation: a hysterectomy, or removal of the uterus.
In recent years, a less invasive procedure, known as uterine artery embolization or UAE, has been growing in popularity. Yet some patients, and even some gynecologists, say many gynecologists aren't telling their patients about the alternative.
A study presented at a medical conference in 2002 found that of 100 UAE patients at Chicago's Northwestern Memorial Hospital, 79 had learned about the procedure from a source other than a gynecologist. A survey by Yale University School of Medicine in 2003 found that 13 of 21 UAE patients had learned about the procedure from the Internet.
"It's sad," says Juergen Eisermann, a gynecologist who is medical director of the South Florida Institute for Reproductive Medicine. "We do a disservice not to mention all the options."
In the large majority of cases, UAE brings relief from uterine fibroid tumors, and it has a much shorter recovery time than hysterectomies. These tumors aren't cancerous, but their growth can be debilitating. UAE involves cutting off the blood supply to the tumors, causing them to shrink.
Some gynecologists blame the failure to inform patients about UAE on the fact that gynecologists generally don't perform the procedure. Instead, members of a specialty known as interventional radiology do UAE. When gynecologists lose the chance to perform a hysterectomy, they also lose the roughly $2,000 fee the gynecologist might have earned.
"When you are sitting in a gynecologist's office, and they know that their livelihood is depending on the services that they provide, they are less likely to refer you" to another specialist, says Ruth Shaber, a gynecologist who heads women's health at Kaiser Permanente, Northern California, a large health-maintenance organization.
Gynecologists in the U.S. perform about 200,000 hysterectomies a year for fibroids, meaning that $400 million in annual fees is at stake. Women who may have uterine problems almost always go to, or are referred to, gynecologists, the medical profession's experts on the uterus.
UAE isn't a perfect solution. It isn't recommended for women who want to have children. Studies have shown that as many as 20% of patients who undergo it experience further fibroid symptoms after three years, and the procedure is too new for doctors to know whether that percentage will rise with time. "It's difficult to strongly recommend a procedure without long-term data," says Howard Sharp, a University of Utah gynecologist who is vice chairman of the American College of Obstetrics and Gynecology's gynecologic practice committee.
About 15,000 women with fibroids have UAE performed annually in the U.S. But many don't hear about UAE from gynecologists. "My gynecologist didn't say a word about UAE," says Collette Styles, whose heavy bleeding from fibroids last year prompted her to visit Thermutus McKenzie, an Atlanta gynecologist. After Dr. McKenzie recommended hysterectomy, says Ms. Styles, who is 36 years old, she got on the Internet and learned about UAE. "I didn't want anybody cutting on me. I didn't want anybody removing my uterus," she says.
After undergoing UAE in January, she left the hospital the same day, sporting a Band Aid. She returned to work as a flight attendant one week later, free of fibroid troubles, she says. A hysterectomy could have grounded her for as long as eight weeks. Dr. McKenzie didn't return phone calls or written requests for comment.
Some gynecologists are telling their patients about UAE, and some patients choose hysterectomy even after they are told about the other procedure. But interventional radiologists and some gynecologists say that the majority of women with fibroids are candidates for UAE and ought to know about it.
"If gynecologists did UAE, the procedure would be done 100,000 times a year," rather than 15,000, asserts Robert Vogelzang, chief of interventional radiology at Northwestern Memorial Hospital in Chicago.
Fibroids grow in the uteruses of about half of all women, striking African-American women with greater frequency. Half of the time, they produce no symptoms and require no treatment. But ignoring fibroids becomes impossible for about 25% of all women. In these cases, fibroids cause bleeding that can lead to anemia and other problems. Pain can be debilitating.
Typically, symptoms strike women between the ages of 35 and 50. Gynecologists commonly recommend that as a first step, these women try nonsurgical treatments, such as taking birth-control pills to reduce menstrual blood flow. But these measures usually fail to work over the long term, and gynecologists then typically recommend major surgery.
For women who want to retain their ability to give birth, gynecologists tend to recommend yet another procedure, myomectomy, the surgical removal of individual fibroids, not the whole uterus. Myomectomy, performed by gynecologists, can be a more elaborate surgery than hysterectomy, with more blood loss and a longer and more difficult recovery.
Hysterectomy is the gynecologist's standard treatment for women with fibroids who aren't planning to have children. Typically done by cutting through the patient's abdomen, it puts a permanent end to uterine fibroids. Another virtue of hysterectomy is that it reduces the risk of other uterine conditions, including relatively rare cases of cancer. But hysterectomy is a major operation, requiring general anesthesia and the risks that accompany it, including potentially fatal allergic reactions.

Quick Recovery
UAE, done under much-less-risky local anesthesia, involves a small incision in the right groin. A catheter is inserted into the femoral artery and guided into the uterine artery. An embolizing agent that functions like a tiny cork is injected to cut off blood flow to the fibroids. The catheter is then removed, typically leaving only a nick in the skin that is plugged with gel foam and covered with a Band Aid. Patients usually leave the hospital or clinic the same day. Most insurers and health-maintenance organizations now cover UAE.
While sparing women major surgery and the loss of an organ, UAE isn't free of risk. Out of the more than 40,000 women who have undergone the procedure in the U.S. since 1996, four are known to have died of infections or other complications, according to the Society for Interventional Radiology.
But when compared with hysterectomy—which itself is a very low-risk procedure—UAE may have a lower rate of complications, including death. A Georgetown University study of 102 UAE patients and 50 hysterectomy patients, presented at a medical conference in 2003, found that the UAE patients had half as many complications as those undergoing hysterectomy.
That is information Angela Augustine-Daye says she wishes her gynecologist had given her. But when Ms. Augustine-Daye, a 40-year-old police detective in New Haven, Conn., visited a gynecologist last year with pain and bleeding caused by fibroids, she says, he didn't mention UAE but recommended hysterectomy. Normally skeptical because of her work as a detective, Ms. Augustine-Daye says she simply trusted the doctor, Carl M. Cassin.
After he did a hysterectomy, Ms. Augustine-Daye became infected, nearly died and missed an entire year of work. Only after the hysterectomy did she learn about UAE. "I feel sort of guilty because I am old enough to know better, and I just trusted him," she says of Dr. Cassin. The doctor didn't return calls or written requests for comment.
Most states have passed so-called informed-consent laws, requiring physicians to tell patients about all "reasonable alternatives" to surgery. In addition, medical societies such as the American Medical Association and American College of Obstetrics & Gynecology have made informed consent a cornerstone of their ethical codes.
Medical ethicists and legal experts say the term "reasonable alternative" is meant to free physicians from having to mention home therapies and herbal treatments. A just-invented procedure also wouldn't constitute a reasonable alternative, if little research on it exists yet.
The association for gynecologists, known as ACOG, declined to comment on whether UAE constitutes a reasonable alternative to hysterectomy. ACOG published a report in February noting that UAE effectively provides fibroid relief with a low rate of complications. But a fibroid pamphlet the organization sends to patients makes no mention of UAE.
The society says each physician must decide whether UAE constitutes a reasonable alternative. "To tell them what kind of information to give their patients—that wouldn't be right," says ACOG's Dr. Sharp.
The ACOG spokesman on informed consent is Jeffrey L. Ecker, a Harvard Medical School gynecologist. "Whether or not this specific procedure has reached the point where it is a recognized alternative is up to the physician," says Dr. Ecker. "My sense is that UAE has not reached that point." He says that he hasn't studied the research on it and doesn't specialize in treating fibroids.
A fellow Harvard gynecologist takes the opposite position: Patients must be told about UAE. "You absolutely should mention it," says Elizabeth A. Stewart, clinical director of the Center for Uterine Fibroids at Brigham and Women's Hospital in Boston, who has studied UAE and specializes in treating fibroids. "For many women it is a reasonable option."
Arthur Caplan, chairman of medical ethics at the University of Pennsylvania School of Medicine, says it's "a no-brainer" that gynecologists should disclose the availability of UAE to fibroid patients. A gynecologist can recommend a hysterectomy instead, but the patient should make an informed choice, Dr. Caplan says. "When a legitimate medical specialty is offering an alternative that's been around for eight years, you need to tell your patients about it," he says.
The discovery of UAE occurred by accident in the mid-1990s from the collaboration of gynecologists and interventional radiologists in France. Basic radiologists traditionally have taken and studied scans before and after surgery. Interventional radiologists are those who have gained additional skills in using the latest scanning technology to do minimally invasive repairs and procedures, usually by threading delicate catheters through blood vessels. Along the way, they have become experts on controlling bleeding by inserting stopper-like embolizing agents in those vessels.
The French gynecologists enlisted interventional radiologists to embolize the uterine artery weeks before a myomectomy, to control bleeding during the procedure. It turned out the embolization itself dramatically shrank the fibroids, eliminating symptoms. Word of this development spread quickly through the ranks of interventional radiologists. In 1996, members of the specialty began providing the procedure in the U.S.
Many gynecologists soon were teaming up with interventional radiologists at hospitals such as the Cleveland Clinic. The procedure worked well, and news about it spread on the Internet. Scores of women, facing a hysterectomy recommendation from their gynecologist, learned about UAE online and sought out interventional radiologists.

Second Thoughts
More American women were having second thoughts about hysterectomy for other reasons. Physicians perform the surgery for fibroids and other conditions about 650,000 times a year in the U.S., for a per-capita rate that is three to four times as high as in European countries. Although studies show that the complication rate for hysterectomy is very low, research has linked the surgery to other problems, such as depression, sexual dysfunction, weight gain, high blood pressure and premature menopause.
Carla Dionne, 48, says she visited 16 gynecologists from 1985 through 1998, hoping to hear about an alternative to hysterectomy as a treatment for her uterine fibroids. The 17th suggested UAE. After undergoing the procedure, she started the National Uterine Fibroids Foundation, a nonprofit that offers information on hysterectomy and its alternatives.
The Internet-fueled rush of patients helped interventional radiologists conduct studies on UAE. A study of 200 UAE patients at Georgetown University, published in the July 2001 issue of Obstetrics & Gynecology, found improvement in more than 90% of patients at 12 months. There was only one case with a major complication—a pulmonary embolism, or blockage, and that was resolved with medication.
Evan Myers, chief of clinical and epidemiological research in the department of obstetrics and gynecology at Duke University Medical Center, says that interventional radiologists have done diligent research on UAE. "I was impressed that interventional radiologists went to the effort to gather data in this way," Dr. Myers says. After years of studying and compiling research on UAE, he calls it a viable alternative to hysterectomy.
Interventional radiologists and some gynecologists agree that many women can benefit from the two specialties collaborating on UAE. Gynecologists ordinarily examine the patient both before and after the procedure. "We don't know the reproductive system as well as gynecologists do," says John Lipman, an interventional radiologist in Atlanta who has performed more than a 1,000 UAE's. "We welcome their involvement." A small number of gynecologists are undertaking the lengthy and highly specialized training required to do UAE themselves.
But many gynecologists remain silent about UAE. In recommending that Cindy Harding, then 48, undergo hysterectomy last year, Don Kratz of Springfield, Mo., didn't mention UAE. Dr. Kratz says in an interview that he didn't know whether insurance covered the procedure and that he had heard it cost about $30,000.
Insurance does usually cover UAE. And a cost comparison published this year in the journal Radiology found that UAE costs about $6,800, including hospital and doctor fees, or nearly $1,000 less than hysterectomy.
After learning about UAE on the Internet, Ms. Harding, a bank executive, had the procedure performed by another doctor in March of last year and has been free of symptoms ever since.
In 2003, Merrill Albert, plagued by bleeding and anemia, visited a gynecologist named Ruth Clemens in suburban Atlanta. After Dr. Clemens diagnosed uterine fibroids, the gynecologist wrote a letter to the patient's primary-care physician describing as options myomectomy and hysterectomy. Disturbed at the thought of having either surgery, Ms. Albert, a 38-year-old computer consultant, went online and learned about UAE. "I figured Dr. Clemens hadn't mentioned it because she was opposed to it," says Ms. Albert.
But during her next visit with Dr. Clemens, she says she asked Dr. Clemens to repeat the options facing her. The doctor said myomectomy and hysterectomy, says Ms. Albert.
"So then I asked her about UAE," says Ms. Merrill. "And she said, 'You would be a candidate for that.' "
"I walked out of there too stunned to ask her why she hadn't said anything about it earlier," says Ms. Albert. Last October, Ms. Albert underwent UAE, performed by an interventional radiologist, and is now free of fibroid symptoms.
Dr. Clemens didn't return phone calls or a written request for comment.
Linda Bradley, a gynecologist at the Cleveland Clinic, has referred more than 300 women to interventional radiologists for UAE and says that 70% of women with fibroid symptoms are candidates for the procedure. "I'm quite passionate about this procedure," she says.
Dr. Bradley recognizes, however, that many in her specialty don't share her view. "When I give a talk about this procedure to gynecologists," she says, "my standing joke is that I need to wear a bulletproof jacket."

http://webreprints.djreprints.com/1202630411278.html











15/10/2004

Palestra em Piracicaba esta programada para o dia 18 de Novembro de 2004. Se você é médico ou paciente na região de Piracicaba e esta interessado em obter informação sobre embolização uterina tem aqui uma ótima oportunidade. Veja abaixo o convite do Centro de hemodinâmica de Piracicaba.

CENTRO DE HEMODINÂMICA DE PIRACICABA

www.emcor.com.br
hemodinamica@emcor.com.br

Piracicaba, Outubro de 2.004.

Colega Ginecologista,

O Centro de Hemodinâmica de Piracicaba tem prazer em convidar para a palestra a ser proferida às 20 horas do dia 18 de novembro, na APM-Piracicaba, onde o Dr. Nestor Kisilevzky falará sobre Embolização Uterina para Tratamento dos Miomas Sintomáticos. A vastíssima experiência do palestrante permitiu-lhe realizar aproximadamente 300 procedimentos no Hospital Santa Catarina – SP, entre outras instituições hospitalares, e publicar vários artigos científicos e apresentações em congressos nacionais e fora do Brasil. A iniciativa da palestra deve-se à relevância do tema, amplamente debatido em Congresso de Radiologia, e, também, à capacitação técnico-estrutural do Centro de Hemodinâmica para a realização do procedimento, que exige profissionais, equipamentos e instalações apropriadas. Seguindo a sugestão de vários colegas, gostaríamos de disponibilizar rotineiramente essa estrutura em Piracicaba, evitando-se, assim, o deslocamento de pacientes para outras cidades. Por isso, além da palestra, Dr. Nestor estará na cidade também para a realização do procedimento, oportunidade em que conhecerá de perto a capacidade técnica do nosso Centro de Hemodinâmica. Sua presença será imprescindível, pois sabemos da importância de sua contribuição através de dúvidas e sugestões.

Até lá, então! Cordialmente,
Dr. Eduardo Lúcio Nicolela Jr











12/10/2004


Atualização Bibliográfica - Informe-se sobre os últimos trabalhos científicos publicados na literatura médica selecionados.

Título do Trabalho: Outcome of uterine embolization and hysterectomy for leiomyomas: results of a multicenter study
Autores: Spies JB, Cooper JM, Worthington-Kirsch R, Lipman JC, Mills BB, Benenati JF
Origem: Universidade de Georgetown - Washington
Revista: Am J Obstet Gynecol. 2004 Jul;191(1):22-31.
Resumo: Foi um estudo multicentrico prospectivo com intuito de comparar a evolução clínica entre pacientes submetidas a retirada cirúrgica de útero (histerectomia) ou a embolização uterina. O resultado mostrou que ambos métodos melhoram os sintomas e a qualidade de vida de mulheres com mioma sintomático. Embora as complicações foram poço frecquentes em ambos grupos, foram maiores no grupo de pacientes submetidas a histerectomia.

Título do Trabalho: Patient satisfaction and disease specific quality of life after uterine artery embolization.
Autores: Smith WJ, Upton E, Shuster EJ, Klein AJ, Schwartz ML.
Origem: Departmento de Ginecologia e Obstetricia, Northwest Permanente PC, Portland, OR, USA.
Revista: Am J Obstet Gynecol. 2004 Jun;190(6):1697-703
Resumo: 80 mulheres submetidas a embolização uterian responderam um questionário sobre qualidade de vida e satisfação após o tratamento. O resultado mostrou que a maioria das pacientes melhorou nos seus sintomas o que as deixou muito satisfeitas com o tratamento mesmo naquelas onde houve a necessidade de algum procedimento complementar a embolização. Houve uma enorme melhora na qualidade de vida das mulheres após o tratamento.

Título do Trabalho: Uterine fibroid tumors: long-term MR imaging outcome after embolization.
Autores: Pelage JP, Guaou NG, Jha RC, Ascher SM, Spies JB.
Origem: Department of Radiology, Georgetown University Hospital, Washington, USA.
Revista: Radiology. 2004 Mar;230(3):803-9.
Resumo:. Este estudo traz um novo conceito para a evolução das pacientes submetidas a embolização uterina. A investigação por ressonância magnética em 20 pacientes mostrou que o infarto incompleto dos miomas após a embolização, embora apresente uma boa evolução clínica imediatamente após o procedimento, pode provocar o re crescimento dos miomas futuramente o que levará ao aparecimento de sintomas futuros. Destaca-se assim, a importância do estudo de ressonância magnética para verificar a perfusão dos miomas após a embolização.

Título do Trabalho: Uterine artery embolisation for symptomatic fibroids: the effect of the large uterus on outcome
Autores: Prollius A, de Vries C, Loggenberg E, du Plessis A, Nel M, Wessels PH.
Origem: Departamento de Ginecologia e Obstetricia, University of the Free State, Bloemfontein, South Africa.
Revista: BJOG. 2004 Mar;111(3):239-42.
Resumo: Neste estudo foi comparada a eficácia da embolização uterina em pacientes com útero de grandes tamanhos. Assim dois grupos de pacientes tratados com embolização uterina foram divididos em aquelas com útero maior de 780cc (correspondente a 24 semanas de gestação) e menores que este volume. O resultado mostrou que o grande tamanho uterino no diminui a eficácia da embolização e mesmo que muitas pacientes continuem com um útero grande após a embolização a diminuição dos sintomas provocou uma grande satisfação pelo método.










10/10/04

Novo Convite para participar em Congresso Internacional demontra o recomnhecimento da comunidade científica ao trabalho desenvolvido pelo Dr. Nestor Kisilevzky no Brasil.

No dia 31 de outubro de 2004 o Dr. Nestor estará proferindo duas palestras no Congresso da Sodiedade Asia-Pacífico de Radiologia Intervencionista que terá lugar na cidade de Nova Delhi na India. Na oportunidade o Dr. nestor estrá falando sobre a técnica de embolização uterina. Veja abaixo o convite formal.

Dear Dr. Kisilevsky,

Greetings from the organizing secretariat! I am glad to inform you that work on the forthcoming Asia-Pacific Congress of Cardiovascular & Interventional Radiology - ISVIR meeting to be held in New Delhi on October 31 – November 03, 2004 is progressing well, thanks in a large measure to your efforts. As you already know, this meeting is co-sponsored jointly by the Asia- Pacific Society of Cardiovascular & Interventional Radiology and the Indian Society of Vascula r and Interventional Radiology. In addition, almost all the national societies of the Asia-Pacific region, including those from Japan, Korea, China, Australia, Thailand and Hong Kong have come forward to endorse this meeting. The annual meeting of the Indian Society will also coincide with this event for optimal utilization of the resources. It will surely be a defining moment for this nascent sub-specialty in this continent. It will be a personal pleasure to have you share this occasion with us and I take this opportunity to thank you for accepting our invitation. Your scientific engagements are as follows:

1. Topic: - Technical aspects of UFE
Duration: - 12 min
Session: - Plenary Session (Uterine Fibroid Embolization)
Date and Time: - 31st October, 2004, 11:30am – 12:30pm; Hall: - A
Other topics in this session include: -
· Pre-procedure evaluation, including the role of MRI
· Clinical outcome, comparison with surgery
· Failures, Recurrences, complications, effect on fertility

2. Topic: - UFE is the preferred treatment-method in suitable patients with uterine fibroid- Defendant
Duration: - 12 min
Session: -: DEBATE / CONTROVERSY SESSION
Date and Time: -31st October, 2004, 3.45- 4.15 PM, Hall: -A
Other topics in this session include: - UFE is the preferred treatment-method in suitable patients with uterine fibroid- Contestant
Please ensure that you finish the lectures within the specified time.

Please submit your manuscripts for the above presentations latest by 31st July 2004 (electronic or CD submission). I enclose the guidelines for preparation of manuscripts for your reference. I request you to kindly forward your requirements regarding hotel accommodation and airport transfers to Official Conference cum Travel Manager at below address.

Contact person: Ms Shivani Tripathi
Conference & Incentives Management (I) Pvt. Ltd.
C 1/D, First Floor, Green Park Extn.
New Delhi 110 016
Tel: 91 11 26536075-77, 26536084
Fax: 91 11 26536086
E-mail: info@cimindia.com ; shivani@cimindia.net
Website: www.cimindia.com ; www.cimindia.net

I look forward to welcoming you during the meeting.

Kind regards and best wishes,

Yours truly,

(Sanjiv Sharma)

Convener, 6th APCCVIR-7th ISVIR meeting










01/10/04

Participação no Congresso Europeio de Intervenção - CIRSE


Mais uma vez o Dr. Nestor teve a oportunidade de contatar-se com a comun idade científica internacional no Congresso da CIRSE que teve lugar em Barcelona - Espanha de 25 a 29 de Setembro de 2004. O Dr. Nestor apresentou a experiencia brasileira com embolização uterina que foi muito elogiada pelos lideres mundiales da especialidade. Entre eles estavam presentes Jean Pierre Pelage de Paris, Isabel Pinto de Madrid, Jim Spies de Washington, Paul Lohle de Tilburg, Jim Benenati de Mimai, Lindsay Machan de Vancouver, Tomas Kroenche de Berlin e Robert W-Kirch de Filadelfia.
De regresso por Madrid, o Dr Nestor foi visitar a Faculdade de Medicina para enterar-se sobre o processo de aprendissagem na Espanha.














10/07/04

WebMioma começa a desenvolver um program de embolização em Campinas

Através de uma parceria desenvolvida entre o Centro Radiológico de Campinas e o Dr. Nestor Kisilevzky começou a ser desenvolvido um programa de embolização uterina no Hospital Vera Cruz de Campinas. Este programa conta com o paoio do Serviço de Ginecologia e com a equipe de Radiologia do Hospital. Já foram realizados os três primeiros casos com sucesso absoluto. Isto representa um grande avanço para a populaçã de Campinas e do Interior de São Paulo que agora terão um serviço de referencia para tratar os miomas de forma minimamente invasiva.

Os interessados em obter maiores informações sobre como proceder em Campinas podem contatar o nosso consultório em São Paulo ou procurar pelo Dr. Alexandre Borges no Centro Radiológico de Campinas, telefone: 019,32311177 ou 019, 37393700









24/04/04

Demonstrações ao vivo em Buenos Aires


Dr. Nestor Kisilevzky foi Professor convidado do SIMI – Simpósio Intervencionista Minimamente Invasivo realizado em Buenos Aires durante o mês de Abril de 2004, oportunidade na qual proferiu algumas palestras sobre embolização uterina e realizou uma cirurgia de demonstração transmitida “ao vivo” desde a Clínica Fleni para o teatro do congresso.

Veja o convite e a carta de agradecimento do Presidente do congresso, Dr. Pedro Lylyk.


Doctor Nestor Kisilevsky

Dear Colleague
It is our great pleasure to invite you to participate at SIMI (Minimal Invasive Interventional Course), international scientific meeting which will be held at Buenos Aires City, at the Emperador Hotel, from April 5th. to 7th, 2004.
For this meeting, Buenos Aires, will have the honor to receive most off interventional neurorradiologist, cardiologist and radiologist from all around Latin-American.
Because of your expertise and experience in your professional carrier, the Scientific Committee, cordially invites you to participate as an International Faculty.
Your participation will contribute to the success of this important meeting and help to make it an interesting and memorable event.
We would appreciate your confirmation as soon as possible.
We look forward to seeing you at our Meeting.

Yours sincerely,

Pedro Lylyk, MD
Director SIMI2004


Caro Nestor,

Ya estamos de vuelta en casa, y llegó la hora de agradecer.
Llegó la hora de manifestarte mi profundo agradecimiento por la colaboración prestada para hacer del SIMI 2004 un fenomenal exito médico en materia de concurrencia, trascendencia y organización.
Muchas gracias por contar contigo.
Um abraço
Pedro









04/04/04

Presença Brasileira no Maior Congresso Mundial

Pelo segundo ano consecutivo o Dr. Nestor Kisilevzky foi o único médico Brasileiro a ser convidado para participar do Congresso da SIR – Society or Interventional Radiology, que teve lugar na cidade de Phoenix – EUA de 25 a 30 de Março de 2004. Nesta oportunidade o Dr. Nestor coordenou um workshop, moderou uma mesa de trabalhos cìentíficos sobre embolização uterina e foi jurado de paneis apresentados. Foi mais uma oportunidade para demonstrar o prestigio do Dr. Nestor perante a comunidade científica internacional.













20/01/04

Palestras para a comunidade

Com intuito de facilitar um canal de comunicação para mulheres interessadas nos problemas causados pelos miomas o Dr. Nestor Kisilevzky participou do ciclo de Palestras para a comunidade que foram organizadas pelo Hospital Santa Catarina. Na ocasião teve oportunidade de prestar esclarecimentos sobre a técnica de embolização uterina. O Dr. Nestor falou também para um grupo de mulheres reunidas no anfiteatro da sede da ADVB quando houve participação também de pacientes que já passaram pelo tratamento de embolização e deram o seu depoimento. Ambas reuniões foram muito esclarecedoras e produtivas e serão periodicamente organizadas. Fique atenta!!











10/11/2003


Atualização Bibliográfica - Informe-se sobre os últimos trabalhos científicos publicados na literatura médica selecionados.

Título do trabalho: Abdominal myomectomy versus uterine fibroid embolization in the treatment of symptomatic uterine leiomyomas.
Autores: Razavi MK, Hwang G, Jahed A, Modanloo S, Chen B.
Origem: Departamento de Radiologia vascular e Intervencionista – Universidade de Stanford – USA.
Revista: AJR Am J Roentgenol. 2003 Jun;180(6):1571-5
Resumo: O objetivo deste trabalho foi comparar a eficácia e complicações do tratamento de mulheres com miomatose sintomática submetidas a miomectomia ou a embolização. Foram analizadas 111 pacientes tratadas com embolização (n=67) ou com miomectomia (n=44) num período de 30 meses. A conclusão do trabalho foi que a embolização foi menos invasiva e mais segura na opinião das mulheres. O sangramento foi mais bem controlado com a embolização. Já a miomectomia é uma opção melhor para tratar o efeito de massa. Ambos métodos foram igualmente efetivos para controlar a dor.

Título do trabalho: Uterine fibroids: uterine artery embolization versus abdominal hysterectomy for treatment--a prospective, randomized, and controlled clinical trial.
Autores: Pinto I, Chimeno P, Romo A, Paul L, Haya J, de la Cal MA, Bajo J.
Origem: Departamento de Radiologia – Hospital Universitário de Getafe – Madrid – Espanha.
Revista: Radiology. 2003 Feb;226(2):425-31.
Resumo: Este é um trabalho prospectivo e randomizados comparando a eficácia entre a embolização uterina e a histerectomia, enfocando particularmente a duração da estadia hospitalar e as complicações (segurança).
O resultado mostrou que a embolização é efetiva para controlar o sangramento de pacientes com miomatose uterina, requerendo menos tempo de hospitalização e resultando em menor número de complicações.

Título do trabalho: Cost analysis of myomectomy, hysterectomy, and uterine artery embolization.
Autores: Al-Fozan H, Dufort J, Kaplow M, Valenti D, Tulandi T.
Origem: Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de Quebec - Canadá.
Revista: Am J Obstet Gynecol. 2002 Nov;187(5):1401-4.
Resumo: O objetivo deste trabalho foi comparar os custos hospitalares do tratamento de mulheres com mioma sintomático com diferente metodologia: histerectomia abdominal ou vaginal, miomectomia abdominal e embolização uterina. Os registros de 545 pacientes entre 1997 e 2001 foram analisados. Mulheres que realizaram histerectomia ou embolização tinham idade maior. As pacientes submetidas a embolização uterina tiveram a mais curta internação. A embolização apresentou o menor custo de enfermaria. O custo total do tratamento com embolization foi ($1,007.44 +/- $60.65 [dólares canadenses]) significativamente menor que o da histerectomia abdominal ($1,933.37 +/- $47.68 [dólares canadenses]), da miomectomia abdominal ($1,781.73 +/- $47.16 [dólares canadenses]), e da histerectomia vaginal ($1,515.39 +/- $66.72 [dólares canadenses]; P <.001).
A conclusão é que a embolização apresenta o menor custo e a menor estadia hospitalar.

Titulo do trabalho: Embolização Uterina para Tratamento de Mioma Sintomático. Experiência Inicial e Revisão de Literatura.
Autores: Kisilevzky N, Sena M.
Origem: Hospital Santa Catarina – São Paulo – Brasil
Revista: Radiol Bras 2003; 36(3):129-140
Resumo: Neste trabalho apresenta-se a experiência clínica inicial após 100 casos de mulheres portadoras de miomatose sintomática que foram submetidas a embolização das artérias uterinas como forma de tratamento principal. Apresenta-se também, uma extensa revisão bibliográfica sobre o tema, inédita na língua portuguesa. As pacientes com queixa de miomatose sintomática foram submetidas a embolização das artérias uterinas como forma de tratamento principal. O principal sintoma que indicou a intervenção foi o aumento do fluxo menstrual em 79 pacientes e dor associada à miomatose em 21. O diagnóstico de miomatose foi realizado através de ultra-som em 75 pacientes ou com a associação de ultra-som e ressonância magnética em 25. O volume uterino médio avaliado por estes métodos de imagem resultou de 487 cc. O acompanhamento e a avaliação clínica após 12 semanas evidenciou que houve melhora sintomatológica em mais de 90% das pacientes. Verificou-se ainda, uma redução de volume uterino de 52%. Não foram observadas complicações técnicas ou clínicas relevantes. A conclusão foi que a técnica de embolização uterina para tratamento da miomatose sintomática é um método simples, eficiente e seguro.









24 de Agosto de 2003
Saiu na Folha de São Paulo










10 de Setembro de 2003
Saiu na revista Isto É











30 de Agosto de 2003
Saiu na Tribuna de Santos – Veja Links abaixo.


Leia a notícia Embosferas, contra os miomas em:
http://www.atribuna.com.br/noticia.asp?cod=140623

Leia a notícia Procedimento dura 30minutos em:
http://www.atribuna.com.br/noticia.asp?cod=140624

Leia a notícia Miomas não oferecem riscos em:
http://www.atribuna.com.br/noticia.asp?cod=140625








28 de Agosto de 2003
Simpósio Internacional sobre Miomatose Uterina é destaque em São Paulo


No dia 28 de Agosto passado o Centro de Estudos do Hospital Santa Catarina organizou um Simpósio Internacional sobre Miomatose Uterina que teve lugar no teatro principal do Hospital. Este evento contou com a presença de numerosos Médicos das áreas de Ginecologia e Radiologia, interessados nas novas alternativas para abordagem deste problema que afeta a saúde de tantas mulheres. Vários renomados palestrantes com reconhecida trajetória no ambiente ginecológico nacional abrilhantaram o Simpósio com a sua participação. Entre eles destacam-se o Prof. Dr. Nilo Bozini do Hospital das Clínicas da FMUSP e os Professores Drs. Gustavo de Souza e Luis Bahamontes, ambos Professores titulares de Ginecologia da UNICAMP. O destaque internacional ficou por conta dos Drs. Peter Focco Boekkoi, ginecologista do Hospital Saint Elizabeth de Tilburg na Holanda e de Jean Pierre Pelage, radiologista do Hospital Larriboisiere de Paris – França, que é um dos maiores especialistas no mundo com a técnica de embolização uterina. Outro ponto alto do Simpósio foi a demonstração com transmissão ao vivo do procedimento de embolização uterina conduzida brilhantemente pelo Dr. Nestor Kisilevzky que é o Coordenador de Angiorradiologia do Hospital Santa Catarina. Mais uma vez o Dr. Nestor demonstrou toda a sua competência técnica e conhecimento do tema respondendo interativamente as perguntas do público enquanto realizava o procedimento na sala de angiografia.

O Dr. Nestor Kisilevzky em companhia dos Professores de Ginecologia da UNICAMP.

Quem sabe faz ao vivo” foi o comentário dos colegas presentes no Simpósio Internacional que assistiram a cirurgia de embolização de mioma realizada pelo Dr. Kisilevzky e transmitida desde a sala de cirurgia para o teatro. Mais uma vez o Dr. Nestor demonstrou a sua habilidade e competência, não só conduzindo o caso, mas também respondendo as perguntas do público de forma interativa.








28 de Agosto de 2003
Entrevista com o Dr. Jean-Pierre Pelage.


O Dr. Jean-Pierre Pelage é especialista em Radiologia Intervencionista que trabalha no Hospital Larriboisiere em Paris – França e visitou recentemente São Paulo para participar do Simpósio Internacional sobre Miomatose Uterina. O Dr. Pelage contribuiu enormemente para o desenvolvimento da técnica de embolização uterina e é considerado atualmente como uma das maiores autoridades mundiais neste tema. O WebMioma aproveitou a oportunidade para fazer algumas perguntas:

WebMioma: Dr. Pelage, qual é o estado atual do tratamento da miomatose uterina por médio da embolização?
Dr. Pelage: A embolização de miomas começou na França há aproximadamente 10 anos agora, e eu acho que tem se transformado na primeira línea de tratamento para pacientes com miomas sintomáticos em todos os lugares do mundo. Inicialmente a embolização era oferecida como uma alternativa da histerectomia na maioria das mulheres, mas nos dias de hoje a maioria das nossas pacientes são tratadas como uma alternativa das múltiplas miomectomias. Assim, eu acho que as indicações estão mudando e podemos oferecer a embolização como uma alternativa válida em quase 20% das mulheres candidatas à cirurgia e seguramente esta porcentagem ira crescer no futuro.

WebMioma: Como você vê e lida com a reação dos ginecologistas quando vem um radiologista tratando uma doença eminentemente ginecológica?
Dr. Pelage: A reação inicial e quase sempre a mesma, um certo tipo de hostilidade. Ginecologistas ficam preocupados de ver radiologistas oferecendo procedimentos alternativos da cirurgia porque o seu pensamento é: eu vou perder pacientes ..., eu vou ter uma redução dos procedimentos cirúrgicos...., etc.
Porem, a resposta é que este não é o problema; o problema é poder oferecer o melhor tratamento às mulheres; a nossa experiência é que quando você tem uma verdadeira equipe com ginecologistas e radiologistas trabalhando juntos e discutindo as indicações, tudo mundo vai melhorar, tudo mundo vai aumentar sua própria atividade e prática. A razão é que quando se tem um centro altamente especializado capaz de oferecer tudo tipo de tratamento, radiológico ou cirúrgico, as mulheres são encaminhadas de longe somente para consulta e se a paciente não é uma boa candidata para embolização seguramente será operada pelos cirurgiões. Assim, a nossa experiência na França é que os nossos ginecologistas têm aumentado o número de histerectomias que realizam somente porque a embolização é oferecida em nosso centro. Por isso eu acho que isto não deveria ser um problema, todos deveriam estar felizes, ginecologistas e radiologistas trabalhando juntos vão a aumentar suas práticas.

WebMioma: Como o Senhor avalia a contribuição dada pelas empresas do setor para o desenvolvimento da técnica de embolização?
Dr. Pelage: Bom, a industria esta ajudando atualmente e ajudará muito mais no futuro, eu espero, de diferentes maneiras. Primeiro, eu acho que temos mais indicações para a embolização de miomas atualmente devido à melhora da técnica. E estas melhorias técnicas foram possíveis através da colaboração entre radiologistas e a industria. Por exemplo, temos melhores cateteres que no passado, novos, seguros e sofisticados agentes para embolização que fizeram muitas melhoras; por exemplo, a introdução de agentes embolizantes esféricos, como as Embospheras, comparado com outros agentes usados há 10 anos que outorgam maior confiança no tempo de procedimento e provavelmente o tornam mais seguro para as pacientes. Assim, estes são dois verdadeiros e significativos avanços que nos permitem oferecer embolização em maior número de pacientes que anteriormente. A segunda contribuição eu acho é o esforço para ajuda-nos na informação das pacientes, já que em alguns paises aos médicos, como médicos, lhes é difícil fazer divulgação para as pacientes e muitas delas só conhecem as velhas opções de tratamento. E eu acho que a industria esta atualmente nos ajudando produzindo folders, ajudando a organizar congressos, informando a mídia sobre embolização e educação. Por isto eu acho que o rol da industria é claramente muito importante para a educação de ambos, médicos e obviamente pacientes.

WebMioma: Qual é a sua impressão sobre novas alternativas que estão surgindo para tratar miomas como a ultra-sonografia de alta energia guiada por ressonância magnética?
Dr. Pelage: Bem, há muitos novos tratamentos para miomas. Eu acho que a maioria deles são o que chamamos de tratamentos locais. O principio é tratar cada mioma, cada tumor, separadamente. Assim você pode tratar com ultra-som de alta energia, tem sido utilizado Laser ocasionalmente, tem sido tentado crioablação, o seja diferentes técnicas para queimar o tumor, para coagular o tumor ou para congela-lo; diferentes abordagens, mas as limitações, eu acho, são principalmente baseadas no propósito: é um tratamento local. Então se você tem um paciente com múltiplos miomas eu não acho que estas técnicas poderão ser de muita ajuda em oposto a embolização de miomas que é alvejar os vasos, não diretamente o tumor; então a vantagem é que com este tratamento podemos matar, ao menos teoricamente, todos os miomas com um único tiro, porque cortamos o aporte sanguíneo e sabemos que todos os tumores têm a mesma suplência de sangue. Então esta é a diferença entre os tratamentos locais, cirúrgicos ou radiológicos que requerem uma abordagem para cada tumor comparado com o tratamento global do útero que é a embolização. Por isto eu acho que estas diferentes técnicas não competem entre si; há provavelmente indicações diferentes, por exemplo, talvez em mulheres com miomas únicos há um rol para tratamentos locais como o ultra-som de alta freqüência, mas para múltiplos tumores não creio que seria um tratamento de escolha. Esta é a minha opinião.

WebMioma: Dr. Pelage, para onde estamos indo? Qual é o futuro do tratamento da miomatose?
Dr. Pelage: Eu acho que o futuro da embolização é amplo e promissor. Não somente porque faço muito destes procedimentos, mas eu acho que é realmente um avanço para as mulheres, não somente em termos de eficácia clínica já que os procedimentos cirúrgicos são muito efetivos. Mas em termos de estadia hospitalar o que é algo muito importante quando se trata pacientes ao redor dos 40 anos, muitas delas estão trabalhando ou tem crianças, então, quando se pode tratar ficando somente uma noite ou duas noites no hospital é um grande beneficio comparado com o tratamento antigo, o tratamento cirúrgico. A duração da recuperação é também algo muito importante, quando se esta trabalhando 3 ou 4 dias após o tratamento comparado com 3 o 4 semanas após a cirurgia eu acho é um avanço significativo. Então desde que os índices de sucesso permaneçam altos, eu acho que a embolização vai ficar. Assim, teremos que trabalhar em novos desenvolvimentos, novas indicações, melhores indicações. Eu acho que o futuro é a utilização da embolização em pacientes mais jovens do que inicialmente, de novo, inicialmente a embolização era oferecida como alternativa a histerectomia, e eu acho que deverá ser futuramente oferecida como uma valiosa alternativa a uma miomectomia e talvez exista para esta técnica um papel nas pacientes com infertilidade.

Dr. Nestor Kisilevzky junto do Dr. Pelage durante o Curso Internacional de Miomatose Uterina realizado no Teatro do Hospital Santa Catarina em 28 de Agosto de 2003.








30 de Setembro de 2003
Atualização Bibliográfica.


O WebMioma destaca alguns trabalhos científicos que foram publicados recentemente na literatura médica:

Título do trabalho: Abdominal myomectomy versus uterine fibroid embolization in the treatment of symptomatic uterine leiomyomas.
Autores: Razavi MK, Hwang G, Jahed A, Modanloo S, Chen B.
Origem: Departamento de Radiologia vascular e Intervencionista – Universidade de Stanford – USA.
Revista: AJR Am J Roentgenol. 2003 Jun;180(6):1571-5
Resumo: O objetivo deste trabalho foi comparar a eficácia e complicações do tratamento de mulheres com miomatose sintomática submetidas a miomectomia ou a embolização. Foram analizadas 111 pacientes tratadas com embolização (n=67) ou com miomectomia (n=44) num período de 30 meses. A conclusão do trabalho foi que a embolização foi menos invasiva e mais segura na opinião das mulheres. O sangramento foi mais bem controlado com a embolização. Já a miomectomia é uma opção melhor para tratar o efeito de massa. Ambos métodos foram igualmente efetivos para controlar a dor.

Título do trabalho: Uterine fibroids: uterine artery embolization versus abdominal hysterectomy for treatment--a prospective, randomized, and controlled clinical trial.
Autores: Pinto I, Chimeno P, Romo A, Paul L, Haya J, de la Cal MA, Bajo J.
Origem: Departamento de Radiologia – Hospital Universitário de Getafe – Madrid – Espanha.
Revista: Radiology. 2003 Feb;226(2):425-31.
Resumo: Este é um trabalho prospectivo e randomizados comparando a eficácia entre a embolização uterina e a histerectomia, enfocando particularmente a duração da estadia hospitalar e as complicações (segurança).
O resultado mostrou que a embolização é efetiva para controlar o sangramento de pacientes com miomatose uterina, requerendo menos tempo de hospitalização e resultando em menor número de complicações.

Título do trabalho: Cost analysis of myomectomy, hysterectomy, and uterine artery embolization.
Autores: Al-Fozan H, Dufort J, Kaplow M, Valenti D, Tulandi T.
Origem: Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de Quebec - Canadá.
Revista: Am J Obstet Gynecol. 2002 Nov;187(5):1401-4.
Resumo: O objetivo deste trabalho foi comparar os custos hospitalares do tratamento de mulheres com mioma sintomático com diferente metodologia: histerectomia abdominal ou vaginal, miomectomia abdominal e embolização uterina. Os registros de 545 pacientes entre 1997 e 2001 foram analisados. Mulheres que realizaram histerectomia ou embolização tinham idade maior. As pacientes submetidas a embolização uterina tiveram a mais curta internação. A embolização apresentou o menor custo de enfermaria. O custo total do tratamento com embolization foi ($1,007.44 +/- $60.65 [dólares canadenses]) significativamente menor que o da histerectomia abdominal ($1,933.37 +/- $47.68 [dólares canadenses]), da miomectomia abdominal ($1,781.73 +/- $47.16 [dólares canadenses]), e da histerectomia vaginal ($1,515.39 +/- $66.72 [dólares canadenses]; P <.001).
A conclusão é que a embolização apresenta o menor custo e a menor estadia hospitalar.

Titulo do trabalho: Embolização Uterina para Tratamento de Mioma Sintomático. Experiência Inicial e Revisão de Literatura.
Autores: Kisilevzky N, Sena M.
Origem: Hospital Santa Catarina – São Paulo – Brasil
Revista: Radiol Bras 2003; 36(3):129-140

Resumo: Neste trabalho apresenta-se a experiência clínica inicial após 100 casos de mulheres portadoras de miomatose sintomática que foram submetidas a embolização das artérias uterinas como forma de tratamento principal. Apresenta-se também, uma extensa revisão bibliográfica sobre o tema, inédita na língua portuguesa. As pacientes com queixa de miomatose sintomática foram submetidas a embolização das artérias uterinas como forma de tratamento principal. O principal sintoma que indicou a intervenção foi o aumento do fluxo menstrual em 79 pacientes e dor associada à miomatose em 21. O diagnóstico de miomatose foi realizado através de ultra-som em 75 pacientes ou com a associação de ultra-som e ressonância magnética em 25. O volume uterino médio avaliado por estes métodos de imagem resultou de 487 cc. O acompanhamento e a avaliação clínica após 12 semanas evidenciou que houve melhora sintomatológica em mais de 90% das pacientes. Verificou-se ainda, uma redução de volume uterino de 52%. Não foram observadas complicações técnicas ou clínicas relevantes. A conclusão foi que a técnica de embolização uterina para tratamento da miomatose sintomática é um método simples, eficiente e seguro.








05/08/2003

· Convidados
Dr. Jean Pierre Pelage
Hospital Larribosier- Paris - França
Dr. Peter Focco Boekkoi
Hospital St. Elizabeth - Tilburg - Holanda


· Comissão Organizadora · Apoio
Dr. Carlos José Benatti
Dr. Carlos Borsatto
Dr. Nestor Kisilevzky
Dr. Mauricio Sena
Dr. Valdir Tadini
Biospher Medical / Line Life
Merck Sharp & Dohme
CMS
G.E. Sistemas Médicos
Schering / Iopamiron 300
Multimed

Tradução Simultânea
Estacionamento no local
Certificado de Presença
Vagas Limitadas: 250
Inscrição: 50,00 R$
Informações através do telefone 011,30164269
com Sra. Rose ou Regina ou através do e-mail:
centroestudos@hsc.org.br



Programa Preliminar

14:00-14:10 · Abertura

14:10-14:25 · A mulher no terceiro milênio.
                        Prof. Dr. Gustavo de Souza

14:25-14:40 · Epidemiologia da Miomatose Uterina
                        Prof. Dra. Cecilia Martins

14:40-14:55 · Miomatose e qualidade de vida
                        Prof. Dr. Valdir Tadini.

14:55-15:10 · Diagnóstico Ultra-sonográfico da miomatose.
                        Dr. Felipe Lazar Jr.

15:10-15:25 · Papel da Ressonância Magnética
                        Dr. Jean Pierre Pelage

15:25-15:40 · Miomatose e infertilidade.
                        Prof. Dr. Carlos Petta.

15:40-16:00 · Coffee Break

16:00-16:15 · Quando a miomatose deve ser tratada.
                        Prof. Dr. Nilo Bozini.

16:15-16:30 · Tratamento Hormonal: tem utilidade para a Miomatose?
                        Prof. Dr. Luis Bahamontes

16:30-16:45 · Impacto da histerectomia na feminidade.
                        Prof. Dra. Maria Yolanda Makuch

16:45-17:00 · Miomectomia: preserva a fertilidade?
                        Prof. Dr. Daniel Faundes

17:00-17:15 · Emboloterapia em Ginecologia.
                        Dr. Jean Pierre Pelage

17:15-17:30 · Embolização Uterina para tratamento da Miomatose: seleção de pacientes.
                        Dr. Peter Focco Boekkoi

17:30-17:45 · Considerações técnicas da embolização uterina.
                        Dr. Jean Pierre Pelage

17:45-18:00 · Embolização Uterina com Embospheras: Demonstração com transmissão ao vivo desde o serviço de angiorradiologia do HSC.
                        Dr. Nestor Kisilevzky

18:10-18:15 · Embolização em casos difíceis.
                        Dr. Jean Pierre Pelage

18:15-18:30 · Acompanhamento PO da embolização uterina.
                        Dr. Peter Focco Boekkoi

18:30-18:45 · Resultados Clínicos da Embolização Uterina.
                        Dr. Jean Pierre Pelage

18:45-19:00 · Função ovariana e fertilidade após a Embolização.
                        Dr. Peter Focco Boekkoi

19:00-19:15 · Embolização em mulheres de baixa renda.
                        Prof. Dr. Mauricio Sena

19:15-19:30 · Perspectivas futuras da embolização uterina.
                        Dr. Jean Pierre Pelage

19:30-20:00 · Discussão geral.

20:00 · Encerramento.









17 de Maio de 2003
Chega ao Brasil o novo material para embolização uterina.



Na segunda feira 13 de Maio a empresa Line Life apresentou um novo produto para embolização uterina num evento que teve lugar no Hotel Renasaince de São Paulo.
Trata-se das “Embospheres”, microesferas calibradas desenvolvidas na França e comercializadas nos EUA pela empresa Biosphere Medical (www.biospheremed.com).
Segundo o fabricante, as embosferas permitem um controle maior da embolização arterial já que diferentemente do PVA não formam acúmulos dentro dos vasos permitindo assim uma embolização mais distal com menor quantidade de partículas.

Embolização com PVA: devido a irregularidade da partícula é necessário o acúmulo das mesmas para bloquear o fluxo sanguínea.

Embolização com Embosphera: a regularidade de embosfera permite o bloqueio seletivo do fluxo sanguíneo com poucas unidades.

As embospheras são o único material para embolização uterina aprovado pelo FDA (agencia do governo americano que controla o uso de medicamentos e alimentos) e na atualidade é o material mais utilizado para embolização uterina.

Como parte do lançamento das Embospheras no Brasil, o Dr. Nestor Kisilevzky foi escolhido para ser o primeiro médico a usar este material que foi doado pela empresa para realizar o tratamento de mioma por embolização em duas pacientes. Assim, sob a condução do Dr. Nestor, duas pacientes realizaram embolização uterina na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo no dia 15 de Maio. Ambos procedimentos foram muito bem sucedidos e os médicos que assistiram a demonstração gostaram e aprovaram o novo produto.







25/04/2003
Dr. Nestor Kisilevzky regressa da sua visita à Universidade de British Columbia em Vancouver – Canadá.

Durante todo o mês de Março de 2003 o Dr. Nestor Kisilevzky esteve visitando o Hospital da Universidade British Columbia e o Hospital General de Vancouver em Canadá. Durante a sua visita teve oportunidade de conhecer e compartilhar o trabalho da equipe de intervencionistas locais alem de tomar contato com várias novidades e avanços no tratamento minimamente invasivo guiado por imagens. “O sistema de saúde no Canadá é socializado o que significa que é subsidiado integralmente pelo governo. Embora seja um pais desenvolvido há uma preocupação constante com o custo da saúde e dos insumos requeridos para a assistência dos doentes. Entretanto, mesmo como uma estrutura competente porem simples é surpreendente a capacidade de produção nos aspectos científico, acadêmico e assistencial. Isto se deve fundamentalmente a uma grande capacidade de organização alem de um espírito de companheirismo digno de menção. A preocupação com a pesquisa é permanente. Uma das grandes novidades no campo da intervenção radiológica minimamente invasiva é a utilização da Ressonância Magnética como equipamento de imagem que irá guiar os procedimentos minimamente invasivos. A principal vantagem da ressonância é que não emite radiação como os equipamentos de fluoroscopia digital utilizados atualmente para guiar as intervenções minimamente invasivas. Os equipamentos mais recentes permitem realizar fluoroscopia por ressonância gerando uma imagem em tempo real que permite guiar e orientar com segurança os procedimentos. Em Vancouver tive a oportunidade de acompanhar alguns procedimentos como embolização de varicocele e de mioma uterino. Há muito para se evoluir nesta área e numerosas pesquisas estão sendo conduzidas para elaborar material e instrumentos apropriados e equipamentos de ressonância mais versáteis que certamente transformarão totalmente nos próximos anos a prática da intervenção guiada por imagens.”

O Dr. Nestor Kisilevzky em Visita ao Hospital Geral de Vancouver
Canadá - durante Março de 2003.





25/04/2003
Destacada participação do Dr. Kisilevzky no maior Congresso Internacional de Radiologia Intervencionista.

Entre os dias 27 de Março e 1 de Abril de 2003 aconteceu o 28 Congresso Anual da Sociedade da Radiologia Intervencionista (SIR), maior congresso internacional na área de radiologia intervencionista que reuniu arredor de 6000 profissionais do mundo inteiro na cidade de Salt Lake City – USA. O Dr. Nestor Kisilevzky foi o único Médico de toda a América Latina a formar parte do corpo docente deste evento, tendo sob a sua responsabilidade a moderação de uma sessão científica sobre Embolização Uterina em parceria com o Dr. James Spies da Universidade de Georgetown de Washington que teve lugar no sábado 29/03 alem de proferir uma conferencia sobre “Seleção de pacientes, técnica e acompanhamento pós-operatório na Embolização Uterina” no workshop sobre Intervenções Ginecológicas moderado pelo Dr. Rob Kirch da Filadélfia que aconteceu no domingo 30/03.
“Moderar a sessão científica foi bastante interessante já que tivemos a oportunidade de discutir numerosos trabalhos realizados ao redor do mundo que nos faz apreender mais a cada dia sobre as vantagens da Embolização Uterina para tratamento dos Miomas. Todavia, a minha conferencia no workshop foi um desafio muito maior. Me preocupava que muitas pessoas de fora que no conhecem a realidade brasileira, pudessem criticar a nossa metodologia; porem a apresentação foi tão didática e os resultados tão evidentes que longe de criticarem o pessoal não economizou elogios para a nossa apresentação que foi avaliada com nota 4,6 sobre 5. Conseguimos mostrar que mesmo no Brasil podemos cuidar dos nossos doentes igual ou melhor que lá fora o que nos enche de orgulho e satisfação.”

O Dr. Kisilevzky frente ao panel que anuncia as atividades sobre a Saúde da Mulher no 28 Congresso da Sociedade de Radiologia Intervencionista.

O Dr. Kisilevvzky junto do Dr. Kirch na sala de workshop sobre Embolização Uterina no 28 Congresso da Sociedade de Radiologia Intervencionista.

Tela inicial da Conferencia do Dr. Kisilevzky no 28 Congresso da Sociedade de Radiologia Intervencionista.


Novidades apresentadas no 28 Congresso Anual do SIR.
Numerosos trabalhos e novidades foram apresentados no Congresso Anual da SIR. Entre eles destacamos:

Papel da Ressonância Magnética na avaliação pré-operatória da Miomatose Uterina: a ressonância é considerado hoje um procedimento fundamental para avaliação das pacientes com miomatose uterina que já que como foi mostrado pelo Dr. H Chrisman de Chicago pode mudar o diagnóstico inicial e eventualmente o tipo de tratamento em quase 20% dos pacientes.

Gravidez após a embolização Uterina: num trabalho multicéntrico realizado em Ontário – Canadá e apresentado pela Doutora Gaylene Pron médica epidemiologista da Universidade de Toronto. Sobre uma casuística de 550 casos entre as quais havia 30% de mulheres que desejavam engravidar novamente foram observados 17 embaraços confirmando assim os dados já reportados em outros trabalhos.

Resultados Iniciais do Registro Multicéntrico patrocinado por CIRREF:
O Registro (UFE Registry) é um estudo multicentrico organizado pela Sociedade de Radiologia Intervencionista e patrocinado pela Fundação para Pesquisa e Educação em Radiologia Intervencionista (CIRREF) com analise estatística do Instituto de Pesquisa Médica da Universidade Duke de Carolina do Norte (www.fibroidregistry.org). Os reultados iniciaes após 2332 casos de Embolização Uterina foram apresentados pelo Dr. Kirch da Filadelpia. Os números evidenciaram que o procedimento continua a ser muito eficaz e seguro.

Comparação entre Embolização Uterina e Histerectomia para tratamento de Miomas: este estudo apresentado pelo Dr. James Spies da Universidade Georgetown de Washington que foi parte de uma notificação para avaliação da segurança da utilização de partículas calibradas (Embosferas) por parte da agencia americana que controla a utilização de alimentos é medicamentos (FDA) mostrou que ambos métodos são igualmente eficientes para controlar os sintomas da miomatose porem a embolização uterina mostrou ter menos complicações pós-operatórias e uma recuperação clínica mais rápida.

Embolização para tratamento de Miomas de Grande Tamanho: este trabalho apresentado pelo Dr. Pelage de Paris mostrou que a embolização de miomas com tamanho maior de 10cm não é perigosa e esta associada com um alto índice de sucesso clínico e imagenologico.






01/03/2003
Entre os dias 1 e 27 de Março de 2003 o Dr. Nestor Kisilevzky estará visitando a Universidade de British Columbia em Vancouver – Canadá. Como Professor Convidado terá oportunidade de lecionar para Médicos e Estudantes além de participar em algumas pesquisas na área de intervenção ginecológica e vascular.
“ Alem de participar de algumas pesquisas que estamos desenvolvendo em conjunto, terei a oportunidade de ver algumas técnicas e materiais que ainda não dispomos no Brasil e assim traze-los para colocá-los em beneficio dos nossos pacientes.”





30/01/2003
Clique no jornal e saiba mais sobre essa noticia.




27/03/2003
O Dr. Nestor Kisilevzky é convidado para ser moderador da sessão científica sobre embolização de miomas no Congresso da Society of Interventional Radiology, maior congresso do mundo da especialidade que terá lugar na cidade de Salt Lake City – USA em 27 de Março de 2003.

Dear Dr. Kisilevzky
I would like to invite you to participate this year's annual Society of Interventional Radiology (SIR) Meeting as a scientific session moderator.
The 2003 meeting will be held from March 28-April 1, In Salt Lake City. You are assigned to Scientific Session 12, titled "UFE: Techniques", on Saturday, March 29, 2003 at 3:00 - 4:30 PM.

The scientific sessions define the core of our specialty and it's future. We are excited about the strength of the accepted abstracts, and with the participation of acknowledged experts like yourself, confident that the program will easily "reach new heights of excellence."
To confirm receipt and accept our invitation, simply reply to this email.

Sincerely,
Brian F. Stainken, MD
Chair, 2003 Scientific Sessions




10/01/2003
Estudo comparando o custo entre a embolização de mioma e a miomectomia é publicado no Journal of Vascular and Interventional Radiology evidenciando uma vantagem adicional da embolização sobre a miomectomia.

Estimated Costs for Uterine Artery Embolization and Abdominal Myomectomy for Uterine Leiomyomata: A Comparative Study at a Single Institution
Chandra M. Baker, BS, Craig A. Winkel, MD, MBA, Sujha Subramanian, PhD and James B. Spies, MD
Journal of Vascular and Interventional Radiology 13:1207-1210 (2002)
From the Departments of Radiology (C.M.B., J.B.S.) and Obstetrics and Gynecology (C.A.W.), Georgetown University Hospital, 3800 Reservoir Road NW, CG 201, Washington, DC 20007-2197, and Health Economics (S.S.), Waltham, Massachusetts.
PURPOSE: To determine and compare the costs associated with uterine artery embolization (UAE) and abdominal myomectomy for the treatment of symptomatic leiomyomata.

MATERIALS AND METHODS: Charge information was gathered and analyzed from 23 patients who underwent UAE and 17 who underwent abdominal myomectomy in a single institution. The mean charges for each procedure were calculated from the patients’ billing data. Cost-to-charge ratios were applied to the mean charges to estimate costs. The work relative value units (RVUs) for all physician services for each procedure were calculated. These total work RVUs for each intervention were multiplied by the appropriate Medicare conversion factors to estimate a uniform physician fee. These costs were totaled and compared with use of the unpaired t test to estimate the cost difference between UAE and abdominal myomectomy.

RESULTS: The estimated hospital cost for UAE was $3,193, which was significantly lower than the $5,598 estimated for abdominal myomectomy (P < .0001). The discrepancy was caused primarily by increased hospital care and operating room costs for abdominal myomectomy. The total professional costs were significantly higher for UAE ($2,220) than for abdominal myomectomy ($1,611) (P = .002). When all associated costs, including typical imaging costs, were considered, there was a trend toward lower costs for UAE ($6,708) compared to abdominal myomectomy ($7,630) (P = .086).

CONCLUSION: UAE had lower procedure-related costs than abdominal myomectomy despite higher physician costs. When typical imaging costs were included, there was still a trend toward lower costs for UAE.




20/12/2002
O Dr. Nestor Kisilevzky é convidado para participar do workshop sobre intervenções ginecológicas no Congresso da Society of Interventional Radiology, maior congresso do mundo da especialidade que terá lugar na cidade de Salt Lake City – USA em 27 de Março de 2003.

Dr. Kisilevezky
It is my pleasure to join Dr. Gary Siskin in inviting you to participate as faculty in the Gynecologic Interventions workshop at the 2003 SIR 28th Annual Scientific Meeting. Your selection is a reflection of your standing within our community and the primary reason for the workshop programs continued success. As a member of this vitally important group you will directly impact upon nearly every meeting attendee.

The meeting, to be held at the Salt Palace Convention Center March 27-April 1, 2003, has begun to take shape. Our theme, Reaching New Heights of Excellence, will be reflected in every aspect of the program. As you consider your participation in the meeting I strongly encourage you to reflect upon your presentation within the context of our professional direction. If you are a returning faculty member, try to update your material and critically review it's relevance to the audience.

On behalf of the Society and the Annual Meeting Committee, thank you for participating. We look forward to seeing you at the Meeting. If you have any questions, please do not hesitate to call BJ Hillier at the SIR office at 703-691-1805 or e-mail at bj@sirweb.org.

Sincerely,
James F. Benenati, MD
Chair, 2003 Workshops




14/12/2002
Comunicação sobre a publicação de um estudo de grande porte é enviado aos seus membros pelo Sociedade Americana de Radiologia Intervencionista (SIR – Society of Interventioonal Radiology)

Largest Study To Date Shows Minimally Invasive Uterine Artery Embolization Effective Treatment for Fibroids

British Journal of Obstetrics and Gynaecology Study Confirms Results and Low Complication Rates Reported in Previous Large, Prospective Study

Fairfax, VA (November 14, 2002) -- Results of the largest prospective study to date of uterine artery embolization as a treatment for uterine fibroids shows a high clinical success rate, low complication rate, low treatment failure or symptom recurrence, and no regrowth of treated fibroids, as reported in the November, 2002 issue of the British Journal of Obstetrics and Gynaecology.1 This study of 400 consecutive women showed an improvement in symptoms in 84 percent of women, and 97 percent of these women were pleased with the outcome and would recommend this treatment to others. These results are similar to and confirm the results of another large prospective study of 200 women, reported on in the July 2001 issue of Obstetrics & Gynecology.2 That study showed an improvement of symptoms in 90 percent of patients and a less than one percent complication rate.

British Journal Study Results
Four hundred consecutive women were treated with uterine artery embolization, an interventional radiology treatment, to relieve uterine fibroid symptoms. Indications included heavy menstrual bleeding, menstrual pain, abdominal swelling or bloating and other pressure effects. Eighty-four percent of women had improvement in symptoms. Only one percent (three patients) had infective complications requiring a hysterectomy. Six percent (23 patients) had clinical failure or symptom recurrence; of these nine patients, (2 percent) had a hysterectomy. Thirteen pregnancies occurred in 12 patients.

“This prospective study adds to the growing body of evidence that uterine artery embolization is a clinically effective treatment for fibroids. There have now been several large case series suggesting that uterine embolization is effective, with a low symptom recurrence rate, and safe,” says James B. Spies, MD, Associate Professor of Interventional Radiology and Vice Chairman of the Department of Radiology, Georgetown University Hospital, Washington, DC. “The complication rate of this new study is essentially the same as we reported from our own research.2 The next step is for us to complete the ongoing prospective studies comparing embolization to standard surgical therapies for fibroids.”

About Uterine Fibroids
Uterine fibroids are one of the most common medical conditions experienced by women ages 35 – 50. These benign tumors can cause prolonged bleeding that can lead to anemia, pelvic pain and pressure, and an abnormally large abdomen. Twenty to 40 percent of women 35 and older, and nearly 50 percent of African-American women, have uterine fibroids of a significant size. They are the most frequent indication for hysterectomy in pre-menopausal women and, therefore, are a major public health issue. Of the 600,000 hysterectomies performed annually in the United States, one-third of these are due to fibroids. Women who wish to preserve their fertility have traditionally been treated with myomectomy, the surgical removal of the fibroids. While both myomectomy and hysterectomy are established open surgical procedures, there has been very little study of these two treatments, or tracking of long-term results in patient registries.

About Uterine Artery Embolization
Uterine artery embolization, also known as uterine fibroid embolization, is performed by interventional radiologists, physicians who are fellowship trained to perform this and other types of embolization and minimally invasive targeted treatments. The interventional radiologist makes a tiny nick in the skin, less than a ¼ of an inch, in the groin and inserts a catheter into the femoral artery. Using real-time imaging, the physician guides the catheter through the artery and then releases tiny particles, each one the size of a grain of sand, into the specific artery that is supplying blood to the fibroid tumor. This blocks the blood flow and causes the fibroid tumor to shrink. The particles flow to the fibroids and wedge into the vessels and cannot travel to other parts of the body.
Because uterine fibroid embolization does not require open surgery or general anesthesia, the risks are less than with open hysterectomy or myomectomy. There is about a one percent chance of injury to the uterus or infection, potentially leading to hysterectomy. These complication rates are lower than those of hysterectomy and myomectomy.

About the Society of Interventional Radiology
The Society represents interventional radiologists — physicians who specialize in minimally invasive, targeted treatments performed using guided imaging. Interventional radiology procedures are a major advance in medicine that do not require large incisions – only a nick in the skin – and offer less risk, less pain and shorter recovery times compared to surgery. Interventional radiologists pioneered modern medicine with the invention of angioplasty, the first catheter-delivered stent and the coronary angiography technique most used worldwide -- state of the art treatments that are common place in medicine today. More information can be found at www.SIRweb.org.

1. Walker, W. J., Pelage, P. Uterine Artery Embolization for Symptomatic Fibroids: Clinical Result in 400 Women with Imaging Follow Up, British Journal of Obstetrics and Gynaecology, November 2002

2. Spies, James B., Ascher, Susan A, et al. Uterine Artery Embolization for Leiomyomata, Obstetrics & Gyneocology, vol. 98, No. 1 July 2001

Uterine artery embolisation for symptomatic fibroids: clinical results in 400 women with imaging follow up.
Walker WJ, Pelage JP.


BJOG 2002 Nov;109(11):1262-72

Department of Radiology, The Royal Surrey County Hospital, Guildford, UK.
OBJECTIVE: To evaluate the mid-term efficacy and complications of uterine artery embolisation in women with symptomatic fibroids. To assess reduction in uterine and dominant fibroid volumes using ultrasound and magnetic resonance imaging. DESIGN: Prospective observational single-centre study. SETTING: A district general hospital in Surrey and a private hospital in London. METHODS: Four hundred consecutive women were treated between December 1996 and February 2001. Indications for treatment were menorrhagia, menstrual pain, abdominal swelling or bloating and other pressure effects. Uterine artery embolisation was performed using polyvinyl alcohol particles and platinum coils. MAIN OUTCOME MEASURES: Imaging was performed before embolisation and at regular intervals thereafter. Clinical evaluation was made at regular intervals after embolisation to assess patient outcome. RESULTS: Bilateral uterine artery embolisation was achieved in 395 women, while 5 women had a unilateral procedure. With a mean clinical follow up of 16.7 months, menstrual bleeding was improved in 84% of women and menstrual pain was improved in 79%. Using ultrasound, the median uterine and dominant fibroid volumes before embolisation were 608 and 112 cc, respectively, and after embolisation 255 and 19 cc, respectively (P = .0001). Three (1%) infective complications requiring emergency hysterectomy occurred. Twenty-three (6%) patients had clinical failure or recurrence. Of these, nine (2%) had a hysterectomy. Twenty-six (7%) women had permanent amenorrhoea after embolisation including four patients under the age of 45 (2%). Of these, amenorrhea started between 4 and 18 months after embolisation, and only three had elevated follicle stimulating hormone levels when amenorrhea developed. Thirteen (4%) women had chronic vaginal discharge considered as a major irritant. Thirteen pregnancies occurred in 12 patients. Ninety-seven percent of women were pleased with the outcome and would recommend this treatment to others. CONCLUSIONS: Uterine artery embolisation is associated with a high clinical success rate and good fibroid volume reduction. Infective complications requiring hysterectomy, amenorrhoea under the age of 45 and chronic vaginal discharge may complicate the procedure.




10/12/2002
O Dr. Nestor Kisilevzky foi o convidado do workshop sobre embolização uterina organizado pela Clínica Eneri de Buenos Aires. Durante a sua estadia na Capital Argentina o Dr. Nestor proferiu uma palestra e realizou uma cirurgia demonstrativa com transmissão ao vivo desde a clínica Fleni para o anfiteatro do Eneri.




30/11/2002
O Dr. Nestor Kisilevzky proferiu palestra sobre embolização uterina para tratamento de mioma no “V Encontro Anual da SOBRICE” acontecido no centro de convenções do Hotel Sheraton em São Paulo.
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